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SÃO PAULO – A taxa de inadimplência entre os consumidores brasileiros voltou a aumentar e ficou em 12,4% no mês de agosto. A alta foi registrada após duas quedas seguidas do indicador, que se encontra no segundo menor nível do ano.
Apesar do aumento de 1 ponto base sobre o resultado de julho, a relação de devedores caiu 4 pontos em comparação a igual mês em 2004.
Os dados constam no relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Banco Central.
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Considerando o tempo de inadimplência, o estudo mostra ainda que 6,3% dos créditos não quitados possuíam atrasos entre 15 e 90 dias, enquanto as demais dívidas (6,1%) se referiam a prazos acima de 90 dias.
A tímida alta do indicador no mês deveu-se ao aumento em 2 pontos das dívidas atrasadas há mais de 90 dias. Da mesma forma, a queda da inadimplência em 12 meses decorreu, sobretudo, desta categoria de débitos em aberto, cujo recuou notado foi de 3 pontos base sobre agosto de 2004.
Empréstimo pessoal: única queda significativa
Entre as várias modalidades de empréstimos aos consumidores analisadas pelo BC, é nas operações de aquisição de bens, sem considerar as compras de automóveis, que é constatada a maior taxa de inadimplência: 17,6%. A categoria recuou 1 ponto base frente ao mês anterior e aumentou a taxa na mesma proporção em comparação a agosto de 2004.
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Na outra ponta, a menor taxa de inadimplência coube aos financiamentos de veículos, em 8,3% no oitavo mês do ano, o mesmo percentual de julho, e 5 pontos menor que no mesmo período do ano passado.
No que se refere às demais modalidades de crédito, a taxa de inadimplência nos empréstimos pessoais ficou em 10,2% no oitavo mês de 2005, bem abaixo do resultado de agosto de 2004 (12,3%), denotando o maior recuo da pesquisa. Já o cheque especial (8,4%) permaneceu praticamente estável no mês e subiu 10 pontos base no último ano.