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SÃO PAULO – Em janeiro, o volume de novas concessões de créditos, tanto para empresas quanto para indivíduos, caiu em relação ao mês de dezembro. Os dados preliminares fazem parte do relatório mensal do Banco Central divulgado nesta terça-feira, dia 25/02.
Segundo o relatório, o saldo total de concessões acumuladas caiu 5,4% em janeiro deste ano ao alcançar a marca de R$ 75,8 bilhões, o que equivale a um recuo no volume de novas concessões de R$ 4,364 bilhões. Por sua vez, em comparação com o saldo de janeiro de 2002, houve uma expansão de 11,9%, já que na época o saldo de concessões no ano era de R$ 67,8 bilhões.
Recuo foi maior entre empresas
O volume de concessões entre as empresas diminui 7,3% no primeiro mês deste ano, quando o saldo acumulado de concessões ficou em R$ 51,5 bilhões. Já em relação ao mesmo período em 2002, houve um aumento de 14%. Se tomarmos como base a redução de R$ 4,364 bilhões no saldo de concessões de janeiro, cerca de R$ 4,024 bilhões (ou 92%) foram relacionados à queda nas concessões das empresas.
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Dentre as várias modalidades de empréstimos para empresas, a maior taxa de recuo no volume de novas concessões foi registrada nas operações de Vendor, cujo volume concedido foi 21,4% menor do que o de dezembro ficando em cerca de R$ 2,809 bilhões.
Já em termos absolutos o maior aumento no volume de concessões foi registrado no financiamento de capital de giro, cujo volume de concessões diminuiu em R$ 1,829 bilhão, para R$ 7,206 bilhões, o que equivale a uma queda de 20,2% em relação ao volume concedido em dezembro.
Apesar disto, o maior volume de concessões em dezembro foi feito através das chamadas contas garantidas, através das quais as empresas receberam o equivalente a R$ 15,9 bilhões em créditos, cerca de 31% do volume total de concessões para empresas durante o mês de janeiro.
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Maior volume de concessões foi no cheque especial
Por sua vez, o saldo acumulado de concessões para pessoas físicas ficou em R$ 24,3 bilhões, cerca de 1,4% menor do que o registrado no mês de dezembro. Em relação ao saldo acumulado em janeiro de 2002 houve uma expansão de 7,5%, já que na época o saldo de concessões era de R$ 22,6 bilhões.
Apesar dos altos juros cobrados nos cheques especiais, esta foi a modalidade em que o volume de novas concessões foi maior no mês de janeiro, com R$ 13,2 bilhões em novos empréstimos, queda de 2,8% em relação a dezembro. Também caiu a média diária de concessões, que em janeiro ficou 7% menor do que em dezembro, ao cair de R$ 645 milhões para R$ 599 milhões. O recuo mais do que proporcional na média diária reflete o fato de que o mês de dezembro teve um número menor de dias úteis do que o de janeiro.
Contrariando a tendência das demais modalidades de crédito para pessoa física, o volume de novas concessões nas operações de crédito pessoal e de uso de cartão de crédito aumentou em janeiro. No caso dos cartões de crédito o crescimento foi de 11% em relação a dezembro, com um total de R$ 2,758 bilhões em concessões. Da mesma forma, o volume de concessões de empréstimos pessoais também cresceu (5,6%) em janeiro ao alcançar R$ 2,625 bilhões.
Em ambos os casos a média diária de concessões também aumentou ficando em R$ 125 milhões nos cartões e em 119 R$ milhões nos empréstimos pessoais, crescimento de 5,9% e 1%, respectivamente.