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SÃO PAULO – Em fevereiro o volume de novas concessões de créditos, tanto para empresas quanto para indivíduos, caiu em relação ao mês de janeiro. Os dados preliminares fazem parte do relatório mensal do Banco Central divulgado nesta quinta-feira, dia 27/03.
Segundo o relatório, o saldo total de concessões acumuladas caiu 4,7% em fevereiro deste ano ao alcançar a marca de R$ 72,2 bilhões, o que equivale a um recuo no volume de novas concessões de R$ 3,591 bilhões. Por sua vez, em comparação com o saldo de fevereiro de 2002, houve uma expansão de 19%, já que na época o saldo de concessões no ano era de R$ 60,7 bilhões.
Recuo foi maior entre empresas
O volume de concessões entre as empresas diminui 7% no segundo mês deste ano, quando o saldo acumulado de concessões ficou em R$ 47,9 bilhões. Já em relação ao mesmo período em 2002, houve um aumento de 18,5%. Em fevereiro a queda no volume de concessões de empréstimos para empresas respondeu pela totalidade, ou 100%, da redução no volume de concessões de R$ 3,591 bilhões.
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Dentre as várias modalidades de empréstimos para empresas, a maior taxa de recuo no volume de novas concessões foi registrada nas operações de hot money, cujo volume concedido foi 25% menor do que o de janeiro ficando em cerca de R$ 961 milhões.
Já em termos absolutos, a maior queda no volume de concessões foi registrada no financiamento de capital de giro, cujo volume de concessões diminuiu em R$ 1,358 bilhão para R$ 5,847 bilhões, o que equivale a uma queda de 18,9% em relação ao volume concedido em janeiro. Com este recuo a queda no volume de concessões desta modalidade de crédito já acumula queda de 35% desde o início do ano.
Em termos absolutos, o maior volume de concessões em fevereiro foi feito através das chamadas contas garantidas, através das quais as empresas receberam o equivalente a R$ 14,6671 bilhões em créditos, cerca de 31% do volume total de concessões para empresas durante o mês de fevereiro.
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Maior volume de concessões foi no cheque especial
Por sua vez, o saldo acumulado de concessões para pessoas físicas ficou em R$ 24,310 bilhões, praticamente estável em relação ao registrado no mês de janeiro, quando o volume concedido foi de R$ 24,325 bilhões.
Apesar dos altos juros cobrados no cheque especial, esta foi a modalidade em que o volume de novas concessões foi maior no mês de fevereiro, com R$ 12,905 bilhões em novos empréstimos, queda de 2% em relação a janeiro. Apesar disto, a média diária de concessões subiu 7,7% em relação a janeiro alcançando R$ 645 milhões. O aumento da média diária, apesar da redução do volume total de concessões reflete o fato de que o mês de fevereiro teve um número menor de dias úteis do que o de janeiro.
Seguindo a tendência da maior parte das modalidades de crédito para pessoa física, o volume de novas concessões nas operações de crédito pessoal e de uso de cartão de crédito aumentou em fevereiro. No caso dos empréstimos pessoais o aumento foi de 14,4% com um total de R$ 3,004 bilhões concedidos em fevereiro, já o volume de concessões de cartão de crédito cresceram 4,1% para R$ 2,871 bilhões.
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Revertendo a tendência de janeiro, quando o volume de concessões para a compra de automóveis havia caído, em fevereiro houve uma expansão de 4,8% no total de concessões, que, com isto, alcançaram a marca de R$ 1,693 bilhão.
Em todos os casos a média diária de concessões também aumentou, ficando em R$ 150 milhões nos empréstimos pessoais, R$ 144 milhões nos cartões e em R$ 85 milhões na compra de carros, crescimento de 25,9%, 14,5% e 15,3%, respectivamente.