BC divulga lista dos piores bancos do mês de julho

Maioria melhorou qualidade dos serviços, reduzindo percentual de reclamações entre correntistas; BRB, Santander, ABN Amro e HSBC ainda lideram ranking

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SÃO PAULO – Nesta quinta-feira, dia 15, o Banco Central divulgou os resultados da pesquisa sobre os dez piores bancos para o mês de julho. O levantamento começou a ser feito desde o último dia 15 de janeiro e inclui, além dos nomes dos dez piores bancos, as piores administradoras de consórcios com relação à qualidade e agilidade do atendimento ao cliente. As divulgações são feitas mensalmente, todo dia 15, e estarão disponíveis na internet através do site do Banco Central.

Reclamações diminuíram

Na lista dos dez piores bancos publicada pelo Banco Central, a primeira colocação ficou, novamente, com o BRB (Banco de Brasília), com um índice de reclamação por cliente de 3,92%, estável em relação ao registrado em junho. Apesar de ainda liderar o ranking de reclamações, o BRB conseguiu reduzir o seu índice de reclamação pela metade, passando de 8,10% em abril para os atuais 3,92% de julho.

A segunda posição, volta a ser ocupada pelo Santander, que em junho tinha ficado em terceiro lugar. O banco espanhol registrou um índice de reclamações de 2,13%, uma ligeira deterioração em relação ao índice de junho, que foi de 2,10%. Ainda assim o banco espanhol registrou uma melhora significativa do seu índice de reclamação que caiu de 4,18% em abril para os 2,13% de julho.

Em seguida na terceira colocação ficou o ABN Amro, que no último levantamento havia ficado em quarto lugar. O banco holandês registrou um índice de reclamações de 2,05%, o que representa uma piora na qualidade dos serviços prestados, já que em junho o banco havia registrado um índice de apenas 1,71%.

Por sua vez, o HSBC que havia ficado com a segunda colocação no último levantamento registrou queda significativa no índice de reclamação, que passou de 2,12% em junho para 1,63% em julho. O Unibanco se manteve em quinto lugar com um índice de 1,19%, que também representa uma melhora frente a junho quando o índice ficou em 1,28%.

Em seguida ficaram Caixa, com índice aumentando de 0,88% para 1,14% em parte devido aos problemas enfrentados pelos correntistas no pagamento de expurgos do FGTS, que foi iniciado apenas em meados de junho. O Itaú também registrou piora nos serviços prestados, com o índice aumentando de 0,85% para 1,01%.

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Já o Banco do Brasil e o Bradesco, que ficaram com a oitava e a nona posição, respectivamente, registraram melhora nos índices, que caíram de 1,03% para 0,99% no caso do BB, e de 0,94% para 0,89% no caso do Bradesco. A décima colocação do ranking ficou com o Banco do Rio Grande do Sul cujo índice ficou estável em 0,81%, depois de ter caído forte em junho. No mês de maio, o banco tinha um índice de reclamação muito maior, de 1,28%.

BC não tem autoridade para punir

Apesar de funcionar como uma forma de fiscalização, os bancos que aparecerem na lista não serão punidos visto que a legislação não permite tal autoridade ao BC. Desta forma, no caso de ocorrências mais graves, o BC abrirá somente um processo administrativo contra os bancos, procedimento que deve durar cerca de seis meses.

Ainda não foram divulgados os dados sobre as principais reclamações feitas pelos correntistas, mas é provável que o primeiro lugar no ranking continue com a demora nas filas, item que ficou em primeiro lugar desde que o BC começou a divulgar este ranking. Em maio a demora nas filas foi responsável por 13,46% das reclamações dos correntistas.