BC divulga lista dos piores bancos de outubro

Liderança do ranking ficou com o BBV seguido pelo também espanhol Santander; Itaú foi destaque positivo caindo para o décimo lugar

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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou nesta segunda-feira, dia 18, o resultado da pesquisa sobre os dez piores bancos para o mês de outubro. O levantamento começou a ser feito desde o último dia 15 de janeiro e inclui, além dos nomes dos dez piores bancos, as piores administradoras de consórcios com relação à qualidade e agilidade do atendimento ao cliente. As divulgações são feitas mensalmente e estão disponíveis na internet através do site do Banco Central.

BBV é o pior banco

Na lista dos dez piores bancos publicada pelo Banco Central, a primeira colocação ficou com o BBV que, com índice de reclamação por cliente de 2,11%, subiu uma posição e tomou a liderança do Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Por sua vez, o Banco do Estado do Rio Grande do Sul caiu duas posições ficando em terceiro lugar, com um índice de reclamação de 1,40%.

A segunda posição surpreendentemente passa a ser ocupada pelo Santander, que atingiu índice de 1,44%, subindo duas posições, já que no último levantamento se encontrava na quarta posição, com o mesmo índice de reclamações. Já o HSBC caiu mais uma posição e ocupa a quarta colocação, com o índice de reclamações recuando de 1,45% em setembro para 1,31% em outubro.

Em seguida vem o Unibanco, que manteve a quinta colocação obtida em setembro, apesar do seu índice de reclamação ter caído de 1,24% para 1,11%. Assim, o número de clientes do banco que reclamou junto ao BC caiu 10% passando de 94 em setembro para 84 em outubro para um total de 7,5 milhões de clientes.

Em seguida, na sexta colocação, ficou o Bradesco que em setembro atingiu a décima colocação do ranking, com um índice de reclamações de apenas 0,78%. Este desempenho não voltou a se repetir em outubro, quando o banco obteve um índice de reclamação de 1,06% para um total de 183 reclamações. Já o Banco do Brasil, que no último levantamento havia ficado em sexto lugar caiu uma posição. O maior banco brasileiro registrou um índice de reclamações de 0,99%, ligeiramente abaixo do 1,01% registrados em setembro, o que representa uma melhora na qualidade dos serviços prestados.

Já a Caixa Econômica Federal, com índice recuando de 0,94% para 0,89% também se manteve estável, na oitava colocação. Tal desempenho ilustra o empenho do banco em melhorar o atendimento a seus clientes, visto que a Caixa vinha sofrendo várias reclamações devido aos problemas enfrentados pelos correntistas no pagamento dos expurgos do FGTS, que foi iniciado apenas em meados de junho.

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Por fim, o ABN Amro se manteve na nona colocação, com o índice de reclamações recuando de 0,89% em setembro para 0,87% em outubro. Já o Itaú caiu três posições passando da sétima colocação em setembro para a décima em outubro, através de uma redução significativa do índice de reclamações, que baixou de 0,96% em setembro para 0,76% em outubro.

Filas são maior reclamação

Apesar de funcionar como forma de fiscalização, os bancos que aparecerem na lista não serão punidos visto que a legislação não permite tal autoridade ao BC. Desta forma, no caso de ocorrências mais graves, o BC abrirá somente um processo administrativo contra os bancos, procedimento que deve durar cerca de seis meses.

Segundo o levantamento sobre as principais reclamações feitas pelos correntistas, o primeiro lugar continua sendo a demora nas filas, item que ficou em primeiro lugar desde que o BC começou a divulgar este ranking. Em setembro a demora nas filas foi responsável por 12,8% das reclamações dos correntistas. Em seguida ficou o fornecimento de documentos (10%), tarifas bancárias (7%) e o atendimento (5,6%), sendo que juntos, os cinco itens mais reclamados responderam por 40% do total de reclamações.