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SÃO PAULO – Os analistas do BB Investimentos iniciam a cobertura para a Redecard (RDCD3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 32,28, o qual representa um upside de quase 20% com relação ao fechamento desta segunda-feira (24).
Dentre os itens avaliados está o fim da exclusividade na relação entre Visa e VisaNet (VNET3), que termina em 2010, quando a primeira pode fornecer outras bandeiras a outros compradores e a segunda obter licenças.
“Essa situação vem acompanhada de algumas incertezas quanto aos critérios de escolha de uma ou outra adquirente por parte dos estabelecimentos”, diz o BB.
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Efeitos do novo cenário
Além disso, o fim da exclusividade pode acelerar, em um primeiro momento, a queda na taxa de desconto líquida (taxa de administração menos a taxa repassada aos bancos) e a redução da receita de aluguel de equipamentos, alerta o BB Investimentos.
Esta receita correspondeu por 23,5% da receita bruta da Redecard no primeiro semestre de 2009. “Imaginamos que, mesmo sem uma ‘guerra de preços’ entre os adquirentes, descontos no aluguel dos equipamentos serão inevitáveis”, analisam os especialistas.
Novo player
Dado o novo cenário, os analistas não descartam a possibilidade da entrada de um novo player no mercado, apesar de considerarem “pouco provável que esse seja capaz de dividir o mercado em três. Desta forma, imaginamos que o ambiente competitivo continue a ser dominado por Redecard e VisaNet e, com isso, o fim da exclusividade deve ser enxergado em termos relativos”.
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Assim, Banco do Brasil e Bradesco gerariam negócios com a VisaNet, ao passo que Itaú Unibanco os faria com a Redecard. “Há incertezas nesse contexto futuro e questões como preço, qualidade dos serviços e produtos agregados podem ter mais do que estimamos, especialmente entre os grandes estabelecimentos”, avalia o BB Investimentos, que aposta no prevalecimento de uma estrutura multibandeira.