Bancos x consumidores: como está a relação para brasileiros e estrangeiros?

Para eles, bancos enxergam clientes como fonte de receitas; brasileiros vêem instituições como ruins ou péssimas.

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SÃO PAULO – Enquanto o cidadão brasileiro avalia como ruim ou péssima sua relação com grande parte dos bancos que atuam no país, americanos e europeus crêem que seus bancos os percebem como uma fonte de receitas.

Segundo pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), das oito instituições financeiras do Brasil avaliadas, sete foram avaliadas como ruim ou péssimas. Neste quesito, as avaliações devem-se “ao fato de a pesquisa de campo verificar divergências entre o discurso e a prática, o que, segundo os critérios adotados, coloca a instituição abaixo do regular”, diz o texto.

No que diz respeito aos consumidores europeus e norte-americanos, uma pesquisa da Harris Interactive revelou que 57% dos italianos, 50% dos britânicos, 47% dos franceses e 43% dos espanhóis acreditam que seus bancos os tratam, primeiramente, como uma fonte de receitas e apenas de forma secundária os valorizam como clientes.

Já nos Estados Unidos, apenas 17% crêem no oposto.

Situação econômica

A pesquisa também mostra como europeus e norte-americanos estão sentindo a segurança do sistema bancário e financeiro dos seus países. Cerca de 36% dos franceses, 35% dos alemães, 35% dos americanos e 27% dos britânicos não estão preocupados com a possibilidade de perder dinheiro, por conta de um possível colapso no sistema bancário.

Na contramão, 41% dos espanhóis e 35% dos italianos consideram a possibilidade, apesar de 52% dos italianos e 47% dos espanhóis não terem certeza se ocorrerá uma crise como a de 1929.

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Por aqui, entre maio e junho deste ano, a confiança do consumidor na situação econômica do Brasil diminuiu 6,5%, passando de 114,6 pontos para 107,2 pontos. No período, o resultado foi influenciado tanto pela avaliação em relação à situação atual quanto pelas expectativas nos próximos meses.