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Bancos pressionam bolsas europeias, que revertem tendência e caem

Relatório indicando possível necessidade de ajuda externa por parte da Irlanda foi mal recebido pelo mercado e pressionou setor

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SÃO PAULO – As principais bolsas europeias reverteram a tendência observada no ínicio da sessão para encerrarem em queda nesta sexta-feira (17), com o setor bancário como destaque, por causa dos novos temores em relação à situação do sistema financeiro na Irlanda.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 CAC 40 -0,38 3.722 +2,03 -5,44 
 FTSE 100 -0,57 5.508 +3,88 +1,77 
 DAX 30 -0,64 6.210 +0,38 +4,24 
 SMI -0,55 6.389 +0,41 -2,40 
 FTSE MIB -0,80 20.518 -0,09 -11,74 

Os CDS, seguros de proteção contra calote de dívidas soberanas, aumentaram em 38 pontos-base na Irlanda, para o recorde de 428,3. O Barclays disse em nota aos investidores que a Irlanda pode ser obrigada a aceitar ajudar externa caso mais perdas no setor ocorram ou caso a economia piore.

O ministro das Finanças do país, no entanto, disse que não “há verdade nos rumores” relativos a um possível pedido de ajuda. Ainda assim, os principais bancos da Irlanda, Allied Irish Bank e Bank of Ireland caíram 17% e 9,4%, respectivamente.

Com isso, o setor foi o mais pressionado na sessão. Em Londres, o Barclays encerrou com desvalorização de 4,41%, enquanto RBS (-1,24%) e Lloyds (-1,28%) também registraram perdas. Passando à Paris, ficaram na ponta negativo do índice CAC 40 os papéis de Société Générale (-3,06%) e BNP Paribas (-1,94%).

Em Frankfurt, Deutsche Bank e Commerzbank encerraram a sessão com recuo de 1,81% e 1,46%, nessa ordem. No entanto, as maiores quedas do índice DAX 30 ficaram com ações de empresas do setor de energia elétrica, especificamente E.ON (-2,85%) e RWE (-2,19%), ainda sob o impacto do corte na recomendação pelo Société e pelo UniCredit.

Cenário corporativo
Já pelo cenário corporativo, o Carrefour surpreendeu os mercados ao anunciar um plano de reestruturação das lojas no valor de € 1,5 bilhão no prazo de dois anos e meio, além de elevar as projeções para as vendas e para os lucros até 2015. As ações da empresa, que valorizaram 4,64% nesta sessão, receberam a elevação da recomendação do BNP Paribas de “neutro” para “compra”.

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Ainda no campo positivo ficaram os papéis da ARM Holdings, que subiram 0,31% em Londres, impulsionados por bons resultados de empresas do setor de tecnologia, como Oracle e Research in Motion, divulgados nos EUA.

Indicadores
O Construction Output, que mede a produção no setor de construção da Zona do Euro, registrou queda de 3,1% em julho sobre o mês anterior, com ajuste sazonal. Destaque positivo para Portugal e Reino Unido, cujo indicador apontou avanço de 5% e 4,4%, respectivamente.