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SÃO PAULO – O Itaú Unibanco anunciou na véspera uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) pela participação que lhe resta na Redecard (RDCD3), correspondendo a 49,98% das ações, no valor de R$ 35,00 por papel. A notícia gerou visões divergentes entre os analistas do do Banco Espírito Santo e Bank of America Merrill Lynch sobre os impactos efetivos na Cielo (CIEL3).
Os analistas caminham tanto para uma reação negativa, visto que o Itaú pode adotar uma postura mais agressiva para ganhar market share; quanto para uma análise mais otimista, uma vez que a CIEL3 será a única ação do setor listada na BM&F Bovespa.
Com a oferta do Itaú sendo aceita, “o banco poderia oferecer produtos de adquirência como parte do pacote, incluindo linhas de crédito, ganhando, com isso, mais flexibilidade nos preços, o que poderia ocasionar uma abordagem mais agressiva ou MDRs (Merchant Discount Rate) – taxa cobrada dos estabelecimentos comerciais por cada operação realizada – inferiores”, disseram os analistas Gustavo Schroden e Mateus Renault e Silva, do Banco Espírito Santo, em relatório.
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Mais competitividade
A equipe de analistas do BofA também aposta em uma postura mais agressiva do Itaú Unibanco nos preços. Já entre os aspectos positivos, ressalta que o prêmio proposto para a RDCD3 indica que os controladores estão vendo um maior valor no negócio do que o mercado está realmente pagando, o que poderia levar a uma reclassificação para a companhia.
Além disso, caso a operação se concretize, a Cielo será o único player do setor de cartões listado no mercado, o que acarretaria em uma possível migração dentro do setor, elevando os preços das ações da Cielo.
Por fim, os analistas do BES não descartaram a possibilidade de um movimento semelhante por parte dos controladores da Cielo, Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4), o que poderia levar à valorização das ações da companhia no curto prazo.
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Preço pago por ação pode aumentar
Os bancos também divergiram sobre o preço oferecido pelo Itaú BBA por ação da Redecard, de R$ 35,00. Para o BES, o valor está próximo do seu preço justo de R$ 35,10, considerado razoável pelos analistas.
Já para o BofA, o preço está acima do seu preço-alvo de R$ 34,00 por ação, embora os analistas também tenham apontado para um aumento na oferta, que pode chegar a R$ 40,00.