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SÃO PAULO – Na onda crescente de instituições financeiras autorizadas a realizar empréstimos para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), é a vez do Banco do Brasil oferecer a linha de crédito.
O convênio que inclui o BB no grupo de bancos e financeiras que possuem autorização para operar o crédito será assinado nesta segunda-feira (28), pelo ministro da Previdência Social, Romero Jucá, e o diretor-presidente interino do INSS, Samir de Castro Hatem.
Mercado potencial é grande
No último mês, também entraram para a parceria com o INSS o Unibanco, Real ABN Amro, Banco Paulista, Banco Matone e Lemon Bank. Os bancos estão de olho num mercado formado por 19 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 1,7 milhão já foi beneficiado pelo programa, lançado pelo governo Lula há 10 meses.
Mesmo assim, com exceção do Unibanco, os grandes bancos privados brasileiros não entraram diretamente neste segmento. O Itaú preferiu firmar um acordo com o Banco BGN, braço financeiro do Grupo Queiroz Galvão, que também é parceiro de outro integrante recente do serviço: o Lemon Bank. Já o Bradesco fechou parcerias com agentes como Panamericano, Paraná Banco, BMC, Bonsucesso e Cruzeiro do Sul. O Real ABN Amro, por sua vez, apostou na ação conjunta com o Banco Cacique.
Maioria ganha até dois salários
Desde 20 de maio de 2004, data de lançamento do programa, já foi injetado um total de R$ 4,3 bilhões na economia nacional por meio das linhas de crédito. A maioria dos beneficiados continua sendo os aposentados e pensionistas que recebem até dois salários mínimos, representando quase 55,6% dos empréstimos concedidos e 31,96% do total emprestado.
A Caixa Econômica Federal é líder de mercado, ficando com 43% das transações a partir de maio do ano passado, o equivalente a 614 mil operações. Em segundo lugar fica o banco BMG, respondendo por 42,6% da categoria.
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Quitação automática é vantajosa para ambas as partes
Os empréstimos consignados são vantajosos para os bancos, já que a negociação praticamente não apresenta riscos à instituição. As parcelas são descontadas automaticamente da folha de pagamento do INSS dos aposentados e pensionistas.
Esta garantia também leva à redução das taxas de juros cobradas, entre 1,6% a 4,5% ao mês, percentuais que variam conforme o banco, prazo e valor solicitado. A quitação deve ser feita em, no máximo, 36 meses e o limite de comprometimento em relação ao benefício recebido é de 30%.
Os empréstimos podem ser realizados em qualquer agência de banco ou financeira autorizada. Não é necessário comprovante de renda, somente o número da aposentadoria ou pensão e documentos pessoais.