Publicidade
SÃO PAULO – O Banco Central divulgou nesta terça-feira, dia 17, o resultado da pesquisa sobre os dez piores bancos para o mês de agosto. O levantamento começou a ser feito desde o último dia 15 de janeiro e inclui, além dos nomes dos dez piores bancos, as piores administradoras de consórcios com relação à qualidade e agilidade do atendimento ao cliente. As divulgações são feitas mensalmente e estão disponíveis na internet através do site do Banco Central.
Reclamações diminuíram
Na lista dos dez piores bancos publicada pelo Banco Central, a primeira colocação ficou, novamente, com o BRB (Banco de Brasília), com um índice de reclamação por cliente de 4,05%, superior aos 3,92% registrados em julho. Apesar de ainda liderar o ranking de reclamações e da ligeira elevação em relação a julho, o BRB conseguiu reduzir significativamente seu índice de reclamação, passando de 8,10% em abril para os atuais 4,05% de agosto.
A segunda posição surpreendentemente passa a ser ocupada pelo Unibanco que, com índice de 1,73%, o que corresponde a 106 reclamações, subiu três posições em relação ao último levantamento. Com isso, o banco encerra a trajetória de queda verificada desde junho, quando o índice de reclamações atingiu 1,28% e recuou para 1,19% em julho.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Já o HSBC subiu uma posição e ocupa a terceira colocação, apesar de ter novamente registrado queda no índice de reclamações, que recuou de 1,63% em julho para 1,59% em agosto. Em seguida vem o Santander, que em agosto tinha ficado em segundo lugar. O banco espanhol registrou significativa queda no índice de reclamações de 2,13% para 1,50%. Assim, o número de clientes do banco que reclamou junto ao BC caiu a praticamente um terço deste valor desde abril, quando o índice de reclamações atingiu 4,18%.
Banrisul é destaque negativo
Na direção contrária, o Banrisul, Banco do Estado do Rio Grande do Sul, subiu cinco posições e passa a ocupar a quinta colocação. Isso porque o índice de reclamações, que vinha caindo nos últimos meses, subiu de 0,81% em julho para 1,05% em agosto.
Em seguida, na sexta colocação, ficou o ABN Amro, que no último levantamento havia ficado em terceiro lugar. O banco holandês registrou um índice de reclamações de 1%, bastante inferior aos 2,05% registrados em julho, o que representa uma melhora na qualidade dos serviços prestados.
Continua depois da publicidade
Por sua vez, o Banco Itaú, apesar de ter melhorado seu índice de reclamações de 1,01% para 0,98%, manteve-se na sétima colocação. Já a Caixa Econômica Federal, com índice recuando de 1,14% para 0,96% caiu da sexta para oitava colocação. Tal desempenho ilustra o empenho do banco em melhorar o atendimento a seus clientes, visto que a Caixa vinha sofrendo várias reclamações devido aos problemas enfrentados pelos correntistas no pagamento dos expurgos do FGTS, que foi iniciado apenas em meados de junho.
Por fim, o Bradesco registrou leve aumento de 0,89% para 0,93% em seu índice de rejeição, mas manteve-se na nona colocação, enquanto o índice do Banco do Brasil recuou de 0,99% para 0,79% e, com isso, o banco caiu da oitava para décima colocação.
BC não tem autoridade para punir
Apesar de funcionar como forma de fiscalização, os bancos que aparecerem na lista não serão punidos visto que a legislação não permite tal autoridade ao BC. Desta forma, no caso de ocorrências mais graves, o BC abrirá somente um processo administrativo contra os bancos, procedimento que deve durar cerca de seis meses.
Continua depois da publicidade
Ainda não foram divulgados os dados sobre as principais reclamações feitas pelos correntistas, mas é provável que o primeiro lugar no ranking continue com a demora nas filas, item que ficou em primeiro lugar desde que o BC começou a divulgar este ranking. Em maio a demora nas filas foi responsável por 13,46% das reclamações dos correntistas.