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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou nesta terça-feira, dia 16, o resultado da pesquisa sobre os dez piores bancos para o mês de setembro. O levantamento começou a ser feito desde o último dia 15 de janeiro e inclui, além dos nomes dos dez piores bancos, as piores administradoras de consórcios com relação à qualidade e agilidade do atendimento ao cliente. As divulgações são feitas mensalmente e estão disponíveis na internet através do site do Banco Central.
Banrisul é o pior banco
Na lista dos dez piores bancos publicada pelo Banco Central, a primeira colocação ficou com o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul) que, com índice de reclamação por cliente de 1,83%, subiu cinco posições e tomou a liderança do BRB. Por sua vez, o Banco de Brasília, que por cinco meses consecutivos ocupou a primeira colocação no ranking, desapareceu da lista dos piores bancos em setembro.
A segunda posição surpreendentemente passa a ser ocupada pelo Banco Bilbao Vizcaya Argentaria Brasil, que atingiu índice de 1,81%, o que corresponde a 12 reclamações, aparecendo pela primeira vez no levantamento desde o último mês de março. Já o HSBC caiu uma posição e ocupa a terceira colocação, com o índice de reclamações recuando de 1,59% em agosto para 1,45% em setembro.
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Em seguida vem o Santander, que em setembro tinha ficado em terceiro lugar. O banco espanhol registrou queda no índice de reclamações de 1,50% para 1,44%. Assim, o número de clientes do banco que reclamou junto ao BC caiu a praticamente um terço deste valor desde abril, quando o índice de reclamações atingiu 4,18%.
O Unibanco, a exemplo do Santander, também caiu uma posição e passa a ocupar a quinta colocação, uma vez que o índice de reclamações do banco recuou de 1,40% em agosto para 1,24% em agosto. Em seguida, na sexta colocação, ficou o Banco do Brasil, que no último levantamento havia ficado em décimo lugar. O maior banco brasileiro registrou um índice de reclamações de 1,01%, bastante acima dos 0,77% registrados em agosto, o que representa uma piora na qualidade dos serviços prestados.
Por sua vez, o Banco Itaú, apesar de ter melhorado seu índice de reclamações de 0,98% para 0,96%, manteve-se na sétima colocação. Já a Caixa Econômica Federal, com índice recuando de 0,96% para 0,94% também se manteve estável, na oitava colocação. Tal desempenho ilustra o empenho do banco em melhorar o atendimento a seus clientes, visto que a Caixa vinha sofrendo várias reclamações devido aos problemas enfrentados pelos correntistas no pagamento dos expurgos do FGTS, que foi iniciado apenas em meados de junho.
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ABN Amro e Bradesco são destaque positivo
Por fim, o ABN Amro caiu da sexta para a nona colocação, com o índice de reclamações recuando de 1% em agosto para 0,89% em setembro. Já o Bradesco também registrou queda no índice de reclamações, de 0,93% para 0,78% e, assim, caiu da nona para décima colocação, ocupando a melhor posição dentre os dez bancos mais reclamados.
BC não tem autoridade para punir
Apesar de funcionar como forma de fiscalização, os bancos que aparecerem na lista não serão punidos visto que a legislação não permite tal autoridade ao BC. Desta forma, no caso de ocorrências mais graves, o BC abrirá somente um processo administrativo contra os bancos, procedimento que deve durar cerca de seis meses.
Ainda não foram divulgados os dados sobre as principais reclamações feitas pelos correntistas, mas é provável que o primeiro lugar no ranking continue com a demora nas filas, item que ficou em primeiro lugar desde que o BC começou a divulgar este ranking. Em maio a demora nas filas foi responsável por 13,46% das reclamações dos correntistas.