Bancários podem entrar em greve geral a partir de quinta

Está marcada para esta terça uma reunião entre a categoria e a Fenaban. Caso exigências não sejam cumpridas, trabalhadores cruzarão os braços

Publicidade

SÃO PAULO – As exigências dos
bancários devem ser definidas nesta terça-feira (4). Pelo menos é essa a proposta do encontro marcado para esta tarde (15h), entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, em sua sétima rodada de negociações, em São Paulo.

Os trabalhadores anunciaram anteriormente que devem cruzar os braços por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira (5). A decisão, conforme a Agência Brasil, deve sair nesta quarta-feira (04), já que o Comando Nacional orientou os sindicatos à realização de assembléias para avaliação da proposta da Fenaban. O encontro dos militantes de São Paulo, Osasco e Região deve ocorrer às 19h.

Vergonha

Na última rodada de negociações, realizada no dia 27 de setembro, a Fenaban propôs 2% de reajuste. Sobre a PLR, os banqueiros propuseram o pagamento de 80% do salário, mais R$ 816 de parte fixa, com R$ 500 caso o banco aumente a lucratividade em pelo menos 25%. A proposta foi considerada pela categoria como “uma vergonha”.

Entre as principais reivindicações do Comando Nacional dos Bancários estão um aumento salarial de 7,05%; aumento de 5% na participação do lucro líqüido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500; vale-alimentação de R$ 300; auxílio creche/babá de um salário mínimo e fim de metas de desempenho consideradas excessivas.

Paralisação

Na última segunda-feira (2), bancários do Rio de Janeiro, Brasília, Pernambuco, Florianópolis e Maranhão não trabalharam. Em Porto Alegre, Bahia e Rio Grande do Norte as paralisações atingiram os bancos públicos.
Na capital paulista o funcionamento ocorreu normalmente. Na terça-feira passada (26), a categoria realizou
paralisação parcial de 24 horas na cidade.

INSS

Em meio às
discussões entre trabalhadores e empregadores, estão os cidadãos. Na última segunda o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a pagar os benefícios cujos números de identificação terminavam em 1 e 6, seguindo o seu calendário. Mas a greve, em algumas localidades, obrigou aposentados e pensionistas a retirarem o dinheiro em caixas eletrônicos.

Continua depois da publicidade

Em alguns Estados, como Rio de Janeiro e Pernambuco, bancários montaram um esquema especial para garantir que os beneficiários recebam o que têm direito. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, no entanto, o auxílio será feito apenas nos caixas eletrônicos.

Até sexta-feira (6), a Previdência vai liberar 24,3 milhões de benefícios, no valor total de R$ 12,5 bilhões.