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SÃO PAULO – A crise na companhia aérea Varig trouxe à tona um outro tema: as vantagens oferecidas pelos programas de milhagens. Elas costumam ser o prêmio mais desejado pelos consumidores que participam de programas de relacionamento e fidelidade.
Para se ter uma idéia, a estimativa é de que esse mercado já tenha atingido a cifra de R$ 235 milhões no Brasil, graças às investidas de locadoras de veículos, restaurantes, hotéis, editoras, construtoras e, claro, emissores de cartões de crédito.
Clientes gastam três vezes mais com cartão
As pessoas com acesso aos cartões do gênero costumam gerar três vezes mais gastos do que os plásticos tradicionais. Além disso, esse mercado conta com 8,6 milhões de pessoas inscritas só nos programas da Varig e da TAM. “Os programas existem há pelo menos 25 anos e estão concentrados nos públicos de média e alta renda”, explica o diretor de produtos da MasterCard, Venâncio Castro.
A distribuição desses prêmios tinha como objetivo preencher os assentos vazios nos aviões, mas, com o tempo, o programa ganhou corpo e hoje é fundamental para as companhias. “Na formatação de novos produtos, as milhas não podem ser ignoradas, é uma questão de concorrência”, garante Castro.
De acordo com estudo da Partner Consultoria, cerca de 11 emissores brasileiros oferecem diversos cartões que dão direito ao acúmulo de milhas. Em função dessa diversidade, o consumidor precisa ficar atento.
Um ponto para cada dólar gasto
O mercado costuma oferecer um ponto para cada dólar gasto, mas há emissores que oferecem um e meio e até dois pontos para cada dólar despendido.
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Outro aspecto que deve ser levado em conta é a data de vencimento desses pontos, que varia de um a três anos, nos cartões, e de dois a três anos entre as companhias aéreas. “Os consumidores podem combinar esses prazos e obterem até seis anos para acumular, exceto nos cartões da TAM e Varig, cujos pontos são lançados diretamente em seus sistemas”, explica José Antonio Camargo de Carvalho, consultor responsável pelo estudo.
Ele diz que também é importante ter certeza de que o cartão escolhido oferece um pacote de pontos para ativação ou renovação do plástico, quais as tarifas cobradas e o câmbio utilizado no cálculo de conversão das despesas em pontos.
Emissores comprovam sucesso dos programas
Muitos emissores atestam o sucesso de seus programas por meio da aceitação de seus clientes. No Banco do Brasil, por exemplo, 65% deles substituem seus bônus por milhas. Na Amercian Express, esse índice sobe para 80%.
Nem o dólar mais baixo prejudica o sistema. Segundo o gerente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, foi verificado um aumento de despesas com cartões por parte dos consumidores “que desejam aproveitar o câmbio mais baixo para acumular pontos”.
Aéreas de baixo custo não aderem ao programa
Apesar desses números, as empresas de aviação de baixo custo, como Gol e BRA, não pretendem aderir às milhagens. Elas dizem que todos os assentos são ocupados exatamente em função dos baixos custos das passagens. Em contrapartida, a Gol oferece um cartão para parcelar em até 36 vezes o valor dos tíquetes.
As informações são do Partner Report.