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Avaliando parceria, corretora eleva recomendação e preço-alvo da Tempo

A perspectiva para os papéis passa a ser de manutenção, enquanto o novo target é de R$ 4,60 para junho de 2011

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SÃO PAULO – Com o início de uma parceria entre a Caixa Econômica Federal e a Tempo (TEMP3), a Fator revisou para cima a recomendação para as ações da companhia, e também decidiu elevar seu preço-alvo.

De acordo com recente relatório, a recomendação para os papéis passou de “não atraente” para “manutenção”. Enquanto isso, foi estabelecido um novo preço-alvo de R$ 4,60 para junho de 2011, ante a estimativa anterior de R$ 3,20. O novo valor representa um upside de 8,63% em relação ao fechamento desta quinta-feira (9).

Fatores positivos
Mesmo que ainda em estágio pré-operacional, os analistas Iago Whately e Caio Walter, que assinam o relatório da corretora, avaliam com muito otimismo o projeto fechado com o banco estatal, cuja atuação será focada nos segmentos de planos de saúde e odontologia. Para eles, a principal vantagem competitiva em relação aos pares de mercado está na estrutura de distribuição herdada por uma instituição com o porte da Caixa.

Assim, é projetado um alcance de 1,3 milhão de beneficiários para a Caixa Seguros em 2019, com um tíquete médio de R$ 200 nos planos de assistência médica e R$ 17,50 em planos odontológicos.

Em relatório, a dupla destaca ainda as melhoras na gestão da empresa e sua diversificação de negócios. Na visão dos analistas, os administradores da empresa trabalham para resolver problemas operacionais e melhorar o desempenho da companhia. “A administração da Tempo também tem se esforçado para ampliar o escopo dos serviços prestados pela companhia, com o objetivo de compensar o desempenho inferior ao esperado nos outros negócios”, completa a dupla.

Desvantagens
Entre os contras, a corretora destaca o histórico de fraco desempenho operacional da empresa, além da crescente concorrência em seu mercado de atuação. Por fim, lembra que os planos na modalidade pós-pagamento, embora sejam uma alternativa para reduzir os custos com o benefício por parte das empresas, ainda têm pouca aceitação no mercado brasileiro.