Aumento dos gastos com o INSS preocupa, diz Ipea

Segundo o instituto, entre 1988 e o final deste ano, relação gastos/PIB passará de 2,5% para 7,9%; gastos médios em 16 anos foram de 5,5% do PIB

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SÃO PAULO – Os gastos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) estão preocupando o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Segundo o economista do instituto, Fábio Giambiagi, este pode ser o principal problema econômico do Brasil.

Relação gastos/PIB saltou de 2,5% para 7,9%

De acordo com Giambiagi, em 1988, ano em que foi promulgada a nova Constituição, os gastos do INSS estavam em 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 1994, essa relação já estava em 5% do PIB; ao final do governo Fernando Henrique Cardoso, ela estava em 6,5%; e deve terminar 2006 com a proporção de 7,9%.

“É um problema dramático, não só pela dimensão em si, mas porque todas as forças políticas, sem exceção, fazem de conta que isso não existe”, criticou o economista. Nos últimos 16 anos, acrescentou Giambiagi, a média de gastos ficou em 5,5% do PIB.

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, acredita que essa questão precisa ser discutida por toda a sociedade, sem interesses particulares, e garantiu: “a sociedade brasileira está madura para discutir e avaliar as questões fiscais”.

Mesmo assim, Levy acredita que, apesar do crescimento dos gastos, o governo Lula reduziu esse avanço “sem maiores choques”.

Discutir a questão

O secretário disse que neste ano o governo vai pensar em como estabilizar as contas públicas no médio prazo e as despesas correntes compatíveis com o aumento de investimento. “Elas não podem correr mais do que o PIB”, disse Levy.

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Além de mencionar a Índia, onde os gastos dessa natureza representam apenas 1,5% do PIB, Levy disse que essas questões não são exclusivas do Brasil, e têm sido alvo de intensa discussão em países desenvolvidos, como França e Estados Unidos.

Essas informações são da Agência Brasil.