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SÃO PAULO – Com as atenções voltadas para o desfecho da OPA (Oferta Pública de Aquisição), os analistas foram unânimes em afirmar que o resultado da Redecard (RDCD3) foi afetado pela indefinição sobre o futuro da empresa, enquanto ela continua perdendo market share.
Embora as corretoras tenham concordado que a companhia mostrou como ponto positivo no balanço referente ao segundo trimestre a manutenção da MDR (taxa de desconto cobrada dos estabelecimentos), a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) caiu no período, devido a baixa geração de receita, apontaram os analistas Mario Pierry, Marcelo Cintra e Tito Labarta, do Deutsche Bank.
A Redecard também mostrou expansão nos faturamentos de crédito e débito, contudo ficou bem abaixo das estimativas da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) para o mercado no mesmo período, o que mais uma vez reduz o market share da empresa, ressaltaram os analistas Nataniel Cezimbra, do BB Investimentos.
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Para eles, entretanto, o resultado da companhia apresentou mais alguns pontos favoráveis, como aumento do lucro líquido de 20,3% entre abril e junho, além da melhora no índice de eficiência, que fechou o período em 40,8%. Já o Detsche Bank ressaltou o aumento de receita do POS (Point of Sale) de 6%, com a elevação nas taxas de aluguel pelo quinto trimestre consecutivo.