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SÃO PAULO – Diante da forte concorrência no mercado de varejo, as pequenas lojas devem se associar para garantir o mesmo poder de barganha das grandes redes do setor. Através das Centrais de Compras, os estabelecimentos comerciais de pequeno e médio porte podem oferecer boa qualidade de atendimento assim como baixos preços.
Até 10% mais barato
Também podem investir em melhorias nas áreas de gestão e logística, o que acaba implicando em ganhos para os consumidores. De acordo com estimativas do setor, as pequenas empresas que investem nas associações comerciais podem oferecer preços finais até 10% menores. Os estabelecimentos que mais utilizam essa prática são as farmácias, os supermercados e as lojas de materiais de construção.
Com intuito de difundir essa prática, a Associação Mineira de Supermercados (AMIS) decidiu realizar no final do ano passado, o primeiro fórum da categoria, denominado I Fórum Nacional das Centrais de Compras.
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Faturamento de R$ 3 bilhões
De acordo com o coordenador do evento e diretor executivo da primeira Associação do segmento no país, João Francisco Kasper, a Central de Compras Grande Vitória Ltda, essas organizações de pequenos lojistas respondem por um faturamento da ordem de R$ 3 bilhões no ano.
Vale ressaltar que se esses dados fossem contabilizados como uma única rede, essas organizações ocupariam a quinta colocação no ranking de maiores varejistas locais. Na opinião de Kasper, o governo federal deveria investir nessa prática como forma de estimular o crescimento da economia brasileira.
Setor tenta redução da carga tributária
Os lojistas de estabelecimentos de pequeno e médio porte deveriam ser estimulados a se associarem, independentemente se a meta da associação é a compra dos insumos ou a revenda dos produtos. Além disso, com as associações, seria mais fácil reivindicar alterações na legislação de forma a reduzir a carga tributaria incidente nas empresas.
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A prática do associativismo se divide em dois modelos básicos, uma com e a outra sem fins lucrativos. Dentre esses dois, o modelo sem fins lucrativos permite que o lojista adote preços mais baixos em relação à concorrência, visto que não existem despesas com administração pessoal e gestão do negócio.
Lojista deve avaliar modelos
Por outro lado, os estabelecimentos que ainda não possuem tradição, mas desejam se manter no mercado, o modelo mais indicado é o com fins lucrativos. Nesse caso, uma empresa presta de serviços de administração e gestão para outros empresários, incorporando os demais associados para formar uma bandeira única.
Com a adoção de uma bandeira única, o lojista se torna uma espécie de franquia e passa a ser o responsável pela seleção e o treinamento de funcionários, uniformes e padronização dos serviços.
Em contrapartida, para aqueles que já possuem tradição no mercado, é mais interessante utilizar o modelo sem fins lucrativos, pois a bandeira da rede serve apenas como uma marca do registro da associação, sem interferir na identidade de cada empresa.
Centro de distribuição único para associados
Outra vantagem da prática se refere às opções de financiamento para as associações, que passam a dispor de um cartão de crédito conjunto. Além disso, os associados são agrupados em um único centro de distribuição, que passa a ser gerenciado por um software exclusivo de gestão.
De acordo com os empresários, para formar uma associação é imprescindível pelo menos três lojas com o mínimo de cinco check out por unidade e uma situação financeira estável. A forma de pensar também deve ser alterada, com os lojistas passando a se tratar como associados visando um objetivo em comum, ao invés, de se tratarem como adversários.
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Associados precisam pagar adesão e manutenção
O associado deve cumprir seus deveres e precisa ter espírito corporativo, além de pagar uma taxa de adesão e uma taxa de manutenção mensal. No caso da farmacêutica Top Farma, a adesão custa R$ 2 mil e a manutenção gira em torno de R$ 300.
São realizadas reuniões periódicas para avaliar o desempenho dos associados e discutir sobre questões relevantes do setor. É importante ressaltar que a discussão não gira em torno somente das compras do setor, mas também de aspectos relacionados à tributação, marketing, crédito e suporte aos associados.