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SÃO PAULO – Demorou mais do que se esperava para que os bancários confirmassem o fim da greve que já durava seis dias. Somente no final da noite desta terça-feira (11), após a realização de assembléias em 22 Estados e no Distrito Federal, é que a maioria dos bancários aceitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).
Apresentada na noite de segunda-feira (10), a proposta já havia recebido o apoio da CNB (Confederação Nacional doa Bancários), que orientou os bancários a aceitá-la. Posição semelhante foi defendida pelo presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, que acredita que a mobilização foi importante, pois os termos propostos foram melhorados.
Decisão da Justiça pressionou bancários
Não bastasse isso, a greve corria risco de se esvaziar após a decisão da Justiça paulista de conceder liminar pedida pelo Ministério Público do Trabalho que determinou que a greve dos bancários fosse limitada a uma parcela máxima de 30% dos trabalhadores de cada agência.
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A Justiça também determinou o retorno ao serviço de todos os trabalhadores dos centros administrativos e tecnológicos dos bancos de forma a viabilizar o funcionamento das agências e serviços. Em caso de descumprimento dessa resolução, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 200 mil.
Acima da inflação
Com isso, fica confirmado o reajuste salarial de 6% retroativo ao último dia 1º de setembro e a elevação do abono salarial de R$ 1 mil para R$ 1,7 mil. Também subiu a PLR (participação nos lucros e resultados) de 80% do salário mais R$ 733 para 80% do salário mais R$ 800. Além dos bancos privados, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil também decidiram estender essa oferta a seus funcionários.
A proposta fica acima dos 4% inicialmente propostos, mas bem abaixo do pedido dos bancários, que previa reajuste de 11,77%, garantia de emprego e 14o salário, entre outras coisas.
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Tanto a CNB quanto o Sindicato dos Bancários de SP lembram que os reajustes ficam acima da inflação no período, e, portanto, repõem o poder aquisitivo dos bancários. No ano passado, a categoria já havia conseguido um reajuste entre 8,5% e 12,77% muito acima da inflação no período que era de 6,44%.
Frente a isso, boa parte dos bancários deve retornar ao trabalho nesta quinta-feira, após o feriado nacional desta quarta-feira. A exceção fica por conta dos bancários de Brasília, Piauí e Maranhão, que rejeitaram a proposta patronal. Por sua vez, no Rio de Janeiro, a greve será parcialmente interrompida, uma vez que os funcionários do setor privado retornam ao trabalho, enquanto os da Caixa e do BB mantém a greve.