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SÃO PAULO – Após atingir patamar recorde em junho, a inadimplência na capital paulista registrou queda em julho, segundo revelam os números da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) nesta terça-feira (12).
Entre os entrevistados pela sondagem, 49% afirmaram possuir alguma conta em atraso, enquanto no estudo anterior esta parcela chegava a 52% dos consumidores. Em relação ao mesmo período de 2004, contudo, houve ligeira alta do indicador, uma vez que naquela época 48% dos entrevistados estavam inadimplentes.
De acordo com a assessoria econômica da Fecomercio-SP, a menor recorrência de débitos pendentes em julho se deve à maior capitalização de grande parte dos trabalhadores, seja pelo recebimento de férias, comum neste mês do ano, seja pelo início da liberação da primeira parcela do décimo terceiro salário para quem optou por antecipar o recebimento do benefício.
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Cabe destacar que a legislação trabalhista permite que o funcionário solicite na empresa em que trabalha o recebimento da primeira parcela do décimo terceiro junto com as férias, quando do seu gozo.
Dívidas estão mais controladas
Embora a Fecomercio-SP ainda acredite em novos aumentos da taxa de inadimplência, sobretudo pela fraca recuperação do emprego e da renda, e pelo fato das dívidas se concentrarem em pessoas com menor poder aquisitivo, outros indicadores da pesquisa sugerem que o endividamento dos consumidores apresentou-se mais controlado em julho.
Segundo a PEIC, 68% dos inadimplentes afirmaram que podem pagar no curto prazo ao menos uma parte de suas contas pendentes. Em junho, apenas 65% estavam nesta condição. Por outro lado, a parcela de pessoas com débitos descontrolados, sem possibilidade de quitação em breve, caiu de 35% para 28% dos endividados em atraso.
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O comprometimento da renda dos paulistanos com quitação de dívidas também caiu em julho, o que se apresenta como mais um dado positivo, na opinião da Fecomercio-SP. A fatia dos ganhos mensais destinada a pagamento de débitos passou de 39% para 37% do salário dos endividados.
Ainda conforme os dados da pesquisa, o total de endividados na capital paulista permaneceu praticamente estável em julho, representando 57% das pessoas ouvidas. Em junho, somavam 56%. Este indicador engloba as pessoas com contas em atraso e aquelas com seus débitos em dia, como no cheque especial, cartão de crédito, empréstimos ou crediário.
Sobre a PEIC
Lançada pela Fecomercio-SP em fevereiro do ano passado, a pesquisa é feita mensalmente. Cerca de mil consumidores da Região Metropolitana de São Paulo são entrevistados para a apuração do grau de comprometimento de renda, endividamento e inadimplência das pessoas com dívidas em cheque especial, cartão de credito, empréstimo pessoal ou mesmo prestações variadas.