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SÃO PAULO – É principalmente em tempos de juros em queda e crescimento da oferta de crédito que o consumidor decide abrir a carteira e pagar os produtos adquiridos por meio de “suaves” parcelas.
Essa opção, no entanto, deve ser bem avaliada, uma vez que os juros praticados no Brasil, apesar do ritmo descendente, continuam altos.
Compras à vista
A primeira opção deve ser pela compra à vista. Mesmo assim, é preciso negociação porque, para este caso, sempre há margem para uma boa “pechincha”.
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Se o pagamento for feito com cheque pré-datado, é aconselhável anotar no verso da folha tanto o produto obtido quanto o preço pago por ele. Assim, evita-se que o estabelecimento comercial deposite o cheque antes do prazo combinado.
Uma boa alternativa para quem não pode pagar à vista, mas também quer fugir dos juros, é parcelar a compra no cartão de crédito. Mesmo neste caso é preciso cuidado: guarde os boletos, acompanhe os valores da próxima fatura antes de contrair outras dívidas e exija que todos os usuários do cartão comuniquem os lançamentos efetuados.
Compras a prazo
Se a compra a prazo for realmente necessária, não compre sem antes fazer algumas contas. É indispensável comparar o preço à vista com o valor total do financiamento, a diferença equivale ao gasto com juros.
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Um número maior de parcelas reduz o peso no seu orçamento, mas aumenta o gasto total com juros. Dinheiro que você poderia usar de uma forma melhor, por exemplo, começando um pé de meia.
Na ponta do lápis
| 12 parcelas | 24 parcelas | |
| Valor financiado | R$ 1.000 | R$ 1.000 |
| Taxa de juro | 5% | 5% |
| Prestação | R$ 112,83 | R$ 72,47 |
| Gasto total | R$ 1.354 | R$ 1.739 |
Investindo os R$ 385 da diferença por 12 meses na poupança permitiria juntar R$ 419, suficiente para começar um pé de meia. Por último, vale lembrar que às taxas de juros informadas no contrato e aos encargos com o cartão de crédito.