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SÃO PAULO – O Brasil ocupa o 64° lugar no ranking de competitividade 2008/2009 entre 134 países, de acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira (16), durante o Fórum Econômico Mundial. Com este resultado, o País sobe oito posições em comparação ao ano de 2007.
O relatório analisa e classifica os países a partir de 12 quesitos: estabilidade macroeconômica, competitividade das indústrias, qualidade da mão-de-obra, instituições do governo, saúde e educação primária, infraestrutura, sofisticação do mercado financeiro, qualidade do Ensino Superior e técnico, avanço tecnológico, inovação, sofisticação dos negócios e posição da economia quanto ao PIB (Produto Interno Bruto).
Sendo assim, o pior desempenho do Brasil foi em estabilidade macroeconômica, no qual a nação ficou em 122° lugar, em competividade das indústrias (101ª posição), qualidade da mão-de-obra e instituições do governo (91º lugar, em ambos os quesitos).
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Em contrapartida, as melhores notas foram alcançadas na posição da economia quanto ao PIB, em que o Brasil foi considerado a décima economia mundial, e sofisticação de negócios, na 35ª colocação.
O País
Com um PIB de US$ 1,314 bilhão e uma população de 191 milhões, no ano de 2007, o Brasil é a décima maior economia mundial e o quinto maior país em número de habitantes. Além disso, a nação é o maior mercado na América Latina e no Caribe.
Por contar com muitos recursos naturais e possuir uma grande e sofisticada indústria de base, o País tem uma alta vantagem competitiva na agricultura e na pecuária.
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Entretanto, quando o assunto é distribuição de renda, o Brasil aparece entre os mais desiguais do mundo. Além disso, o relatório também constatou que os progressos macroeconômicos têm sido mais lentos do que o esperado, devido à rigidez do sistema fiscal, às oportunidades de emprego, entre outros fatores.
A crise econômica também irá impactar no crescimento econômico do País, dificultando as exportações dos produtos brasileiros e a concessão de financiamentos. Diante deste cenário, as projeções são de que o PIB tenha um crescimento de 1,8% em 2009.
PAC
Em relação ao PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento), o documento destacou que infraestrutura é um dos requisitos básicos para uma economia competitiva e o Brasil peca neste ponto há mais de três décadas. O País precisa melhorar o seu sistema de transporte, bem como a geração e a distribuição de energia.
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Na opinião do professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, uma das instituições responsáveis pelo estudo, o PAC é um passo significativo na direção certa para acelerar o desenvolvimento do Brasil e da competitividade, mas outras ações e outros programas são necessários. Para ele, o governo precisa estabelecer parcerias público-privadas e alterar, caso haja necessidade, as leis.