Anvisa pede que consumidor participe do combate a medicamentos falsos

Os remédios falsificados são semelhantes aos originais, por isso, a população precisa ficar atenta às embalagens

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SÃO PAULO – O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Dirceu Raposo, pediu nesta segunda-feira (12) que a população participe de forma ativa no combate aos medicamentos falsos ou contrabandeados, que são vendidos no Brasil sem licença de autoridades sanitárias.

Raposo afirmou, durante a campanha “Medicamento Verdadeiro: Você Sabe o que Está Tomando”, que o remédio falsificado é semelhante ao original.

Em razão da semelhança, é preciso que a população fique atenta aos detalhes na embalagem do medicamento, como a raspadinha, o lacre de proteção, o número do lote, a data de validade, o número de registro no Ministério da Saúde e o telefone para contato com o fabricante.

Estabelecimentos
A Anvisa também alerta que não são somente os vendedores ambulantes e feiras que comercializam medicamentos falsos ou contrabandeados. De acordo com Raposo, esses produtos também podem ser encontrados em farmácias regulares, com autorização para funcionamento, e, em muitos casos, vinculados ao programa Farmácia Popular.

“Isso se dá pela forma como a nossa sociedade encara o estabelecimento farmacêutico. Ele se banalizou de tal modo que alguns chegam a praticar reiteradamente esse tipo de crime. Também identificamos que, muitas vezes, esses produtos chegam não pelo sacoleiro de algum país, vêm por distribuidoras que fazem a venda de produtos”, afirmou Raposo.

Segundo o diretor-presidente, a Agência já pediu ao Congresso Nacional que reveja as regras para abertura e o funcionamento de farmácias em todo o Brasil, que hoje possui 80 mil estabelecimentos abertos.

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Dados
Para o presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, André Barcelos, a campanha chega “em boa hora”, já que entre 10% e 20% dos remédios vendidos em todo o mundo são contrabandeados. Segundo ele, a legislação brasileira considera o crime como hediondo.

O volume de apreensões feitas passou de 40 toneladas de medicamentos, em 2008, para 316 toneladas no ano passado.