ANS divulga ranking de janeiro para piores operadoras de saúde

Apesar de ter recebido menos reclamações, Golden Cross teve pior desempenho entre as grandes operadoras

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SÃO PAULO – No final do ano passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou um ranking de reclamações, de forma a permitir que os consumidores possam avaliar a qualidade de atendimento das operadoras de planos de saúde.

Atualizado mensalmente, o índice de reclamações para o mês de janeiro foi divulgado pela ANS nesta quarta-feira. O índice expressa a relação entre o número de reclamações sobre o total de beneficiários informados pela operadora, e, feito isto, o resultado é multiplicado por 10 mil.

Comparação entre iguais

O ranking é dividido em três grupos, de acordo com o tamanho das empresas (grande, média e pequena). Desta forma, é possível comparar empresas de mesma natureza, o que não seria possível se não houvesse a divisão. Como se verifica abaixo, quanto menor o porte da empresa, maior é o índice de reclamações.

Na primeira categoria devem ser incluídas as empresas com mais de 50 mil clientes, no segundo grupo empresas com entre 10 mil e 50 mil clientes, e o último grupo inclui as empresas de menos de 10 mil clientes.

Segundo a ANS, a maioria das reclamações contra planos de saúde é motivada por aumento indevido das mensalidades e rejeição de atendimento. Para efetuar sua reclamação o consumidor deve usar o serviço de Disque ANS através do telefone 0800-701-9656, ou pelo e-mail Fale Conosco no site www.ans.gov.br.

Piores do mês

Das 137 empresas de grande porte analisadas, que juntas respondem por 67,5% dos 34,5 milhões de beneficiários cadastradas na ANS, apenas 15 receberam reclamações. A liderança no ranking de reclamações ficou com o Golden Cross, que registrou índice de 0,80 em janeiro. Apesar de ter ficado com a liderança no ranking de reclamações, a Golden Cross registrou uma melhora no seu índice de reclamações, que em dezembro era de 0,96.

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Em segundo lugar ficou a Fundação dos Servidores do Ministério da Fazenda, com um índice de 0,42, exatamente o dobro do índice registrado em dezembro, o que levou a empresa a saltar cinco posições no ranking, passando da sétima para a segunda colocação. Em seguida vieram Unimed João Pessoa, da capital paraibana (0,40), que apesar da manutenção da terceira colocação registrou melhora substancial no índice, que em dezembro era de 0,57.

Dentre as operadoras de porte médio, que respondem por 22,9% dos beneficiários, também 15 operadoras receberam reclamações de um total de 361 operadoras atuantes no segmento. O pior atendimento foi oferecido pela Saúde Assistência Médica Internacional, que saltou da 15a posição no ranking em dezembro para a primeira colocação em janeiro, ao aumentar em quase quatro vezes seu índice de reclamações, que entre dezembro e janeiro subiu de 0,94 para 3,74.

Caindo da primeira para a segunda colocação, a operadora Save Assistência Médica e Hospitalar S/C Ltda, registrou uma queda no índice, que passou de 3,74 para 2,96. Saltando da 18a colocação do ranking para a terceira colocação, a operadora Unimed Cabo Frio registrou um aumento 0,84 para 2,55 no período.

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Finalmente entre as pequenas empresas, que incluem 1.057 operadoras e respondem por 9,5% dos beneficiários, o pior atendimento foi atribuído Silver Life Administradora de Planos, com um índice de 43,78. Em seguida ficou a Sociedade Italiana de Beneficiência, com um índice de 23,64 e na terceira colocação ficou Unimed Pirassununga (23,26).