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SÃO PAULO – O spread bancário deve cair no curto prazo, de acordo com o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira.
“Daqui para a frente, as taxas de juros vão cair em patamares superiores à Selic. Então, o spread cai. O que é o spread? É a diferença de um para o outro. Se a taxa de juros cair mais que a Selic, o spread cai. Se a taxa cair menos que a Selic, o spread sobe”, explicou.
No sétimo mês do ano, a taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física caiu pela sexta vez consecutiva. Após retomar o movimento de queda em fevereiro deste ano, a taxa mensal passou de 7,26% para 7,21% entre o sexto e o sétimo meses de 2009, o que representa queda de 5 pontos-base. Esta é a menor taxa desde dezembro de 2007.
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De acordo com Oliveira, dentre os fatores que contribuem para a queda dos spreads, está a redução da Selic em patamares que desestimulam aplicações dos bancos em tesouraria e incentivam a concessão de crédito, o que traz maior competição ao sistema financeiro.
Queda dos spreads
Na terça-feira (11), durante o encontro do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), o diretor-presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, foi categórico ao afirmar que os spreads devem ficar menores já no curto prazo.
De acordo com ele, a diferença entre os juros de captação dos bancos e os de empréstimo às pessoas físicas e jurídicas – definição do spread – é justificável. Entre as razões, estão o custo para manter a estrutura da instituição financeira, os depósitos compulsórios, a incidência tributária e o elevado nível de perda de crédito no Brasil.
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“As perdas de crédito são muito altas no Brasil em relação ao resto do mundo. Se pessoas físicas e pequenas ou médias empresas quebram, não pagam”.