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SÃO PAULO – O bloqueio emergencial do sinal de celulares em regiões de presídios em São Paulo pode mesmo prejudicar o funcionamento dos aparelhos dos moradores das redondezas.
A afirmação é do superintendente de radiofrequência da Anatel, Edilson Ribeiro dos Santos, ao comentar a determinação da justiça de São Paulo, que fixou um prazo de 48 horas para que o sinal nos presídios de Iaras, Presidente Venceslau, Araraquara, Avaré, São Vicente e Franco da Rocha seja bloqueado.
Ele explicou que a Anatel já se reuniu com as operadoras de celular para tentar cumprir a decisão judicial. “A determinação não é para a instalação de bloqueadores nas penitenciárias”, esclareceu Santos. “A determinação é para que o sinal não chegue lá”.
População deve ser ressarcida
“O bloqueio é um deserviço, no entanto, levando em conta a questão de segurança da sociedade, as operadoras devem colaborar”, disse, afirmando, em seguida, que a população prejudicada deverá ser ressarcida.
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Santos lembra que a Anatel já editou duas normas proibindo o uso de telefones por presidiários no ano de 2002, mas faltou a implementação e atualização dos bloqueadores que já existem.
Para que a implantação de bloqueadores nos presídios seja providenciada, o especialista garante que será preciso desembolsar cerca de R$ 1 milhão, valor este posto em dúvida pelo presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE.
Ele disse que o custo dos aparelhos bloqueadores seria de R$ 50 mil. “Espero que ninguém queira ganhar dinheiro em cima de um problema da sociedade”, disse o parlamentar, que responsabiliza as operadoras pelo bloqueio dos celulares. “Acredito que, como elas são concessionárias do serviço público, tenham a responsabilidade social e deveriam com a responsabilidade”, conclui.
As informações são da Agência Brasil.