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SÃO PAULO – Os alunos em inadimplência com as escolas particulares que se cuidem, pois as instituições de ensino decidiram brigar de vez pelo direito de poder afastar os alunos com mensalidade em atraso.
O problema para estas instituições, entretanto, é que existe uma Medida Provisória que obriga as escolas particulares a manterem a prestação de serviços para os alunos inadimplentes.
Por este motivo, os donos dessas escolas, representados pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), poderão ter essas medidas revistas na próxima semana, num fórum marcado para discutir o assunto em Brasília.
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Inadimplência continuou mesmo com descontos
De acordo com dados levantados pela própria entidade, a inadimplência nas escolas no acumulado no primeiro quadrimestre do ano já chega a 35%, ao passo que no mesmo período analisado no ano passado, esse percentual era de 25%. Este dados levam em consideração desde o ensino infantil à universidade.
Segundo o vice-presidente da Confenen, Sérgio Arcuri, a intenção das escolas é rescindir os contratos dos alunos inadimplentes no meio do ano e garantir vaga para o aluno em uma outra escola ou na rede pública.
Para Arcuri, apesar de muitos alunos deixarem de pagar a escola por falta de condições financeiras, uma parcela muito maior deixa de pagar as mensalidades por comodismo, pois sabem que a escola não irá afastá-lo por inadimplência em razão da Medida Provisória existente.
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Mesmo com a adoção de políticas de descontos na mensalidade para os alunos que pagam em dia – algumas escolas chegam a reduzir a mensalidade em 28% – o índice de inadimplência não foi reduzido no setor.