Alta renda gasta mais com convênios e baixa renda, com medicamentos

Os planos de saúde representam 7% dos gastos das famílias de baixa renda e 37,19%, nas que ganham mais de R$ 6 mil

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SÃO PAULO – O estudo complementar da Pesquisa de Orçamento Familiar 2002-2003, o “Perfil das despesas no Brasil indicadores selecionados”, levantado pelo IBGE e divulgado nesta quarta-feira (29), mostrou que os gastos com assistência à saúde representaram entre 4% e 6% no total das despesas da família.

Quando analisadas famílias por estrato de renda, o levantamento revelou que nas famílias que ganham até R$ 400, 76% do gasto com saúde é feito com compra de medicamentos. Já nas famílias com renda superior a R$ 3 mil, o gasto com medicação corresponde a 23,7% do total destinado às despesas de saúde. O maior gasto deste grupo é com os convênios médicos (34,7%).

Os planos de saúde representam 7% dos gastos das famílias de baixa renda, e 37,19%, nas que ganham mais de R$ 6 mil.

Gastos

Os dados apontam que, entre as famílias mais ricas do País, o valor médio mensal de despesas com assistência à saúde foi de R$ 432,00. Por outro lado, para os que vivem na linha de pobreza, os gastos mensais destinados à saúde de seus integrantes foi de R$ 63,49.

Entre as pessoas de baixa renda, nota-se que os gastos com medicamentos, consultas médicas e serviços de cirurgia corresponderam a quase 70% do total gasto com atenção à saúde, o que revela pouca atenção da classe social para a saúde preventiva.

Regiões

No comparativo por regiões, Norte e Nordeste, as famílias gastam em média até R$ 100 com a saúde. Esse valor sobe para R$ 117,83 no Centro-Oeste, R$ 129,13 no Sul, e R$ 180,87 no Sudeste.

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Para aquisição e manutenção dos convênios médicos, as famílias nordestinas destinam 13% do total de gastos com a saúde. No Norte, o percentual chega a 18%, e no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a 20%.

Já os custos com remédios representaram 24,17% dos gastos das famílias mais ricas, e 42,9%, nas famílias de baixa renda.