Ágora eleva preço-alvo de Cielo e Redecard, mas corta recomendação para manter

Perspectivas de resultado são maiores para 2012, mas valor das ações já subiu demais nos últimos 12 meses

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SÃO PAULO – Apesar de elevar suas estimativas de receita, Ebitda (geração operacional de caixa) e lucro deste ano para Cielo (CIEL3) e Redecard (RDCD3), bem como de preço-alvo para ambas as ações, a Ágora reduziu sua recomendação, de compra para manutenção dos papéis.

Depois de incorporar os números do quarto trimestre, o preço para os próximos 12 meses foi atualizado a R$ 64 para CIEL3, e a R$ 38 para RDCD3. Os potenciais de valorização frente ao fechamento desta segunda-feira (5) são de 0,03% e 6,14%, respectivamente.

A corretora do Bradesco explica que o corte na recomendação, porém, aconteceu por causa do forte rali vivenciado pelas duas empresas na bolsa durante os últimos 12 meses. As ações da Redecard se valorizaram em 75,09% no período, enquanto as da Cielo subiram 104,82%.

Perspectivas para 2012
O relatório assinado por Aloisio Lemos mostra que agora a estimativa de receita líquida da empresa de cartões controlada pelo Itaú Unibanco (ITUB4) em 2012 subiu 0,1% frente à anterior, para R$ 3,32 bilhões, enquanto a de Ebitda avançou 5,6%, para R$ 2,48 bilhões. Já a estimativa de lucro líquido teve alta de 7,0%, até R$ 1,58 bilhão.

Por falar na Redecard, a Ágora vê o preço anunciado pelo banco controlador para a OPA (oferta pública de aquisição) da totalidade de seus papéis como justo. O fechamento de capital será avalia pela Rothschild & Sons, e a oferta tem um desconto de 7,9% sobre o preço-alvo do analista.

Por outro lado, a Cielo teve uma expansão mais expressiva das perspectivas para seus indicadores financeiros. A receita é esperada em um patamar 6,0% maior, em R$ 4,83 bilhões, o Ebitda deve vir 8,7% maior do que o estimado antes, em R$ 3,55 bilhões, enquanto a projeção de lucro está 8,0% acima da anterior, a R$ 2,15 bilhões.

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Concorrência
Em relação à concorrência do setor, a corretora considera natural a entrada de novos competidores. O player que mais deve dar trabalho às duas líderes é o Santander, principalmente no curto prazo. Mas Lemos também cita a Elavon – em parceria com o Citibank -, a Global Payments e a First Data como novos entrantes.