Ágora ajusta preço-alvo para Redecard e Cielo e traça projeções para o 2T11

Analista afirma que pior fase do MDR já passou e espera um aumento de participação de Redecard em detrimento de Cielo

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SÃO PAULO – A Ágora realizou alguns ajustes nos preços-alvo para Cielo (CIEL3) e Redecard (RDCD3), tendo em vista a visão mais clara sobre a participação de mercado de ambas, um cenário onde a Redecard vem aumento sua participação em detrimentos da Cielo.

Ambas as empresas possuem recomendação de compra. O preço-alvo para a ação da Cielo é R$ 51,50, o que representa um potencial teórico de valorização de 35,17%, com base na última cotação de fechamento. O analista também coloca a Cielo como a preferida no momento.

Já para Redecard, o upside é um pouco menor. O preço-alvo é de R$ 29,90, o que significa um potencial ganho de 31,03%, baseado no último fechamento.

Para Aloísio Lemos, analista da corretora, essa reposicionamento se deve, principalmente, ao fim da exclusividade das bandeiras. No segmento de cartões de crédito, a participação – que era de 42,3% da Redecard e de 57,7% para Cielo em 2009 – deve passar por alterações. Em 2014, por exemplo, a estimativa é que as participações cheguem a 49,6% para Cielo, 40,5% para Redecard e 10% para novos players.

Fim da exclusividade
Até o primeiro semestre de 2010, a Redecard tinha exclusividade com a Mastercard, enquanto a Cielo, com a Visa, bandeira com maior participação de mercado. Porém, o analista explica que, com o fim da exclusividade, a tendência é que haja um reequilíbrio natural entre as fatias de cada empresa.

Contudo, Lemos também coloca o fato de que a Cielo passou a intensificar a antecipação de recebíveis, prática que já era muito comum para a Redecard. 

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MDR: o pior já passou
O grande vilão das empresas nos últimos exercícios foi o MDR (Merchant Discount Rate), que é o desconto concedido a lojistas. Embora o analista acredite que ainda deve haver algum impacto, ele ressalta que o pior já passou.  No ramo dos cartões de crédito, o MDR médio passou de 1,4% no 3T10 para 1,1% no 2T11, segundo estimativas do banco.

No ramo dos cartões de débito, a queda deve ser menos intensa, passando de 0,8% para 0,7%, segundo as projeções.