Acordo entre Credicard e Elavon pode prejudicar a Redecard, segundo a Link

Nova empresa de cartões deve aumentar ainda mais a competição no setor, mas corretora vê Cielo e Redecard com vantagens competitivas

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SÃO PAULO – A Link Investimentos, em relatório enviado ao mercado nesta quinta-feira (9), comentou a parceria entre Credicard e Elavon – quarta maior empresa do ramo dos EUA – para atuar no processamento de transações com cartões de crédito e débito, por meio da criação de uma nova empresa. Segundo a corretora, a posição pode ser prejudicial para a Redecard, pois os potenciais clientes do Citi/Credicard podem estar na base de clientes da empresa, já que até o início do ano passado o Citi fazia parte do quadro de acionistas da Redecard.

A analista do setor financeiro da Link, Mariana Taddeo, optou pela manutenção da recomendação de market perform (desempenho em linha com a média do mercado) para Cielo (CIEL3) e Redecard (RDCD3).

Aumento da competitividade
Pelo acordo firmado, o Citi/Credicard seria responsável pela emissão de cartões e pelo credenciamento dos estabelecimentos, enquanto a Elavon cuidaria do processamento das transações. Segundo a corretora, tal acordo é semelhante àquele feito entre Santander e GetNet. 

“A entrada desse novo player no 2S11 deixará o mercado de credenciamento ainda mais competitivo, que além de Cielo e Redecard também já conta com Santander/GetNet e Banrisul”, nota a analista. Porém, mesmo com a entrada de novos players, as líderes do setor, Cielo e Redecard, deverão manter certa vantagem competitiva no curto prazo, sobretudo em relação à escala, presença nacional e oferecimento de produtos e serviços.

Detalhes da nova credenciadora
Com o acordo, as duas empresas criaram uma nova credenciadora de cartões, que pretende alcançar market share de 15% nos próximos cinco anos. O início das operações deve ocorrer no segundo semestre do próximo ano, com foco nas maiores empresas nacionais de diversos setores, que vão desde varejo a turismo e petróleo. Além disso, a atenção também estará direcionada às companhias desses setores que se interessarem por trazer seus negócios para o Brasil.

Cada parceira terá participação de 50% na nova companhia, o que garante uma gestão compartilhada.