Ação da Cielo ameniza perdas, mas lidera quedas com recuo de 2,62%

Companhia viu papéis recuaram 4,74% durante o intraday, quando operavam a R$ 59,67, e deve celebrar acordo com HSBC e Caixa

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SÃO PAULO – As ações da Cielo (CIEL3) lideraram as perdas do Ibovespa nesta quinta-feira (26), com queda de 2,62% – terminando aos R$ 61,00. Os papéis da operadora de cartão recuaram em reflexo à divulgação do resultado do segundo trimestre, apresentando lucro líquido de R$ 548,9 milhões, um aumento de 29,6% ante o mesmo período de 2011.

A disparada das despesas, porém, fez com que os papéis CIEL3 não aproveitassem a forte alta de 2,65% do Ibovespa – que terminou a sessão aos 54.002 pontos. A empresa viu as despesas operacionais registrarem aumento de 94% ante o segundo trimestre do ano passado, para R$ 223,8 milhões. Os gastos com vendas e marketing deram um salto de 259,4%. Em reflexo à esses números, os papéis da companhia chegaram a cair 4,74% durante a sessão, quando operavam a R$ 59,67.

Satisfeita com modelo de negócios
A Cielo, em teleconferência, alertou que o setor de cartões sente desaceleração da atividade econômica. Mesmo assim, Rômulo de Mello Dias, diretor-presidente da companhia, enfatizou estar satisfeita com o modelo de negócio e iniciativas tomadas e acredita que que em um terceiro trimestre desafiador. A empresa mostrou ganhos de market-share no trimestre.

A Cielo ressaltou que continuará na bolsa, ao contrário da sua maior rival, a Redecard (RDCD3) – que prepara-se para uma OPA (Oferta Pública de Aquisição), com intuito de fechar o capital. A companhia procura meios para se “reinventar”, e deverá ser parceira da HSBC e Caixa para produtos de crediário. A companhia já tem parcerias com Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).