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SÃO PAULO – Na semana passada, a Caixa Econômica Federal anunciou que pretende executar o equivalente a R$ 800 milhões em contratos de financiamentos imobiliários. Os contratos referem-se aos mutuários que estão em atraso por mais de três parcelas.
Mutuários devem procurar a Justiça
Para quem se encontra nesta situação, a Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) recomenda que busquem ajuda na Justiça o mais rápido possível.
Na opinião do presidente da ABMH, Anthony Fernandes Oliveira, o mutuário não pode, em absoluto, esperar a execução da dívida para tomar uma atitude, pois neste caso pode ser muito tarde. Assim o recomendável seria procurar ajuda de um especialista da própria ABMH com as informações sobre saldo devedor, parcelas quitadas, para se verificar se é possível entrar com uma ação na Justiça pedindo a revisão do saldo devedor.
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Evitando o despejo
Caso seja possível, o departamento jurídico da Associação ajudará o mutuário a entrar com uma ação o mais rápido possível. Por outro lado, os mutuários que esperarem a execução da dívida para entrarem na Justiça, podem acabar sendo despejados, só podendo retornar ao imóvel em três anos, caso vençam na Justiça. Caso contrário, nunca mais poderiam retomar o imóvel.
Desta forma, o mais recomendável é que sejam feitos depósitos judiciais, pois neste caso a Caixa não poderia executar o débito, e mesmo que tentasse organizar um leilão extrajudicial, o mutuário poderia entrar com uma ação na Justiça suspendendo a venda do imóvel.
Para entrar em contato com o consultor jurídico da ABMH, Dr. Rodrigo Daniel dos Santos, deve se usar os seguintes telefones: (61) 368-9112 e 922-7983. Também é possível entrar em contato com a Associação através do seu site www.abmh.org.