A Obama, centrais reforçarão necessidade de acordo previdenciário com EUA

No entanto, Previdência diz que, durante a visita do presidente norte-americano, ainda não será assinado o acordo

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SÃO PAULO – Durante a visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ao Brasil, que acontecerá neste final de semana, as centrais sindicais enviarão uma carta na qual reforçam a necessidade de um acordo de benefício previdenciário aos brasileiros que moram nos EUA.

Elas apoiam e consideram positivas as negociações diplomáticas entre os governos para o estabelecimento do acordo que prevê a contabilização do tempo de serviço dos brasileiros nos EUA para fins de aposentadoria. O mesmo aconteceria com os norte-americanos no Brasil.

“Defendemos que o espírito dos avanços instituídos por este acordo seja estendido ao tema da imigração, da necessidade de se legalizar a permanência e o direito ao trabalho dos milhares de brasileiros que atualmente residem nos EUA”, dizem as centrais em nota.

Acordos como este existem com outros países. Em dezembro do ano passado, por exemplo, ele foi assinado com o Japão, onde existem 300 mil brasileiros.

O acordo
Existem 1,3 milhão de brasileiros que vivem em território norte-americano, enquanto 30 mil americanos residem em cidades brasileiras.

De acordo com a Previdência Social, o texto do acordo já foi concluído, mas faltam ajustes formais. Desta forma, a assinatura do documento não será realizada durante a visita de Obama ao Brasil.

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Depois de assinado pelos presidentes, o texto ainda deve seguir para aprovação legislativa em ambos os países.

Após essa aprovação final, o brasileiro residente no exterior deve procurar uma agência da Previdência Social (ou órgão semelhante no país em que mora) e pedir a contagem de tempo para aposentadoria.