ZAMP3: Dona do BK Brasil salta 12,80% com ex-CEO do Mc Donald’s no comando do grupo

Paulo Sergio de Camargo tem experiência como principal trunfo, também já tendo atuado como CEO de empresas de setores como os de bens de consumo, varejo, franquias e serviços

Equipe InfoMoney

Burger King/Zamp (Foto: Reuters)
Burger King/Zamp (Foto: Reuters)

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As ações da Zamp (ZAMP3), dona das redes de fast food Burger King e Popeye’s no Brasil, têm mais um dia de fortes emoções na Bolsa brasileira. Os ativos sobem forte após o conselho da companhia eleger Paulo Sergio de Camargo para ser o novo presidente-executivo da companhia em substituição a Ariel Grunkraut. Em meio a diversos leilões, as ações ZAMP3 fecharam a sessão desta sexta-feira (21) com ganhos de 12,80%, a R$ 3,70.

O executivo já atuou como CEO de empresas de setores como os de bens de consumo, varejo, franquias e serviços. Foi recentemente presidente-executivo da Espaço Laser (ESPA3) e liderou a divisão brasileira da Arcos Dourados, operadora da rede de fast food McDonald’s.

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A experiência de Camargo no setor foi destacada como o grande ponto positivo do novo CEO. O Bradesco BBI avalia que o executivo liderou a operadora do McDonald’s no Brasil em meio a um cenário competitivo difícil, justamente quando a Zamp estava acelerando a expansão de lojas e cortou agressivamente os preços para ganhar participação de mercado. “Paulo traz a experiência do principal player de fast food no Brasil e um histórico comprovado de crescimento e ganhos de participação de mercado”, aponta o banco.

O Goldman Sachs reforçou que, durante o mandato de Camargo, o McDonald’s Brasil passou por uma transformação bem-sucedida liderada por ele ao lado de uma equipe de gerentes locais/corporativos experientes, um acionista fundador ativo e o apoio contínuo da corporação.

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“Em uma entrevista à imprensa após o anúncio de hoje, Camargo reiterou o foco da Zamp em fusões e aquisições e no crescimento da rede BK por meio de unidades independentes”, avalia o Goldman. Dado o histórico bem-sucedido e a maior certeza agora em torno da trajetória de gestão, o banco projetou, em relatório antes da abertura do mercado, uma reação positiva na sessão. A recomendação, contudo, foi mantida como venda pelo Goldman, com preço-alvo de R$ 4,10.