Yield da dívida grega, espanhola e italiana começam semana em alta

Em Portugal e na Irlanda o movimento é contrário, com o retorno de títulos públicos recuando no mercado secundário

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SÃO PAULO – Os juros que os investidores exigem para deter dívida da Grécia, Espanha e Itália sobem no mercado secundário nesta segunda-feira (10), de acordo com informações do periódico luso Jornal de Negócios.

Em Atenas o movimento de alta é mais acentuado, com o rendimento da dívida a dois anos subindo 79 pontos base para os 68%, após o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, ter admitido na véspera que a reestruturação ordenada da dívida grega decidida em julho “talvez” seja insuficiente.

“Talvez tenhamos fixado uma porcentagem muito baixa em julho” para a redução da dívida grega, declarou Schäuble, adiantando que vai esperar pelo relatório da Troika – entidade internacional formada União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu), previsto para o final do mês, para tomar uma posição definitiva sobre a questão.

A tendência altista também aparece nos rentimentos de títulos públicos espanhois e italianos. O ligeiro avanço ainda é reflexo do anúncio feito pela Fitch na sexta-feira de cortar o rating da dívida dos dois países. 

Contramão
Em Portugal e na Irlanda o movimento é de queda, em especial nos prazos mais curtos. O yield da dívida portuguesa a dois anos recuam quase 37 pontos base para os 16,885% e a 3 anos perdem 7 pontos base para 16,184%.

Na Irlanda, os papéis a dois anos recuam 10,8 pontos base para 6,973% e a três anos perdem 6,6 pontos base para 7,137%. Na semana passada os juros da dívida irlandesa atingiram, pela primeira vez, níveis inferiores aos alcançados na época do resgate da União Europeia e do FMI.