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Depois de sobreviver a um dos ciclos de baixa mais severos da história do Agronegócio, a 3Tentos (TTEN3) mostrou que tem estrutura para garantir crescimento e bons retornos. Essa performance sólida fez com que a XP Investimentos reavaliasse a companhia, posicionando a 3Tentos como a sua top pick no setor.
Além do destaque no segmento de Agronegócio, Alimentos & Bebidas, a XP também atualizou o preço-alvo da companhia baseado em fluxo de caixa descontado (DCF) para R$ 23,6 por ação em 2026 — contra os R$ 18,7 do período anterior. “Acreditamos que o mercado ainda não precifica adequadamente o perfil de composição de valor da 3Tentos e suas opções de crescimento”, explicam os analistas da instituição.
Os analistas Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak, que assinam o relatório, destacam ver o setor do Agronegócio brasileiro como uma corrida de resistência, não uma corrida de velocidade, e a 3Tentos como um triatleta de alta performance, preparado para superar ciclos. “Seu modelo verticalizado integra insumos agrícolas, indústria e trading em um ecossistema resiliente que permite à companhia crescer, reinvestir e gerar retornos compostos no longo prazo, mesmo em um setor volátil e intensivo em capital”, avalia a equipe.
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Na visão dos analistas, o modelo integrado que combina insumos agrícolas, indústria e trading foi a peça-chave para que a companhia sustentasse um CAGR (taxa de crescimento média anual) de 24% em receita e 14% em Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) entre 2022 e 2025.

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Durante o período, a 3Tentos atravessou uma forte deflação nos preços de insumos e grãos, compressão das margens dos produtores e spreads de processamento dos grãos pressionados. Um dos episódios mais emblemáticos foi a perda de safra em quatro das últimas seis colheitas dos agricultores do Rio Grande do Sul, após as enchentes que afetaram a região.
Esse mesmo cenário levou outras companhias a recorrerem a processos de recuperação e revisões negativas de perspectivas de crescimento. Para o futuro, a XP espera uma fase de calmaria no segmento, com um ambiente operacional mais favorável e um cenário mais positivo em relação aos preços e margens. Para a 3Tentos, a expectativa dos analistas é de mais crescimento sólido.
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Oportunidades variadas
De acordo com o relatório, a 3Tentos conta com quatro grandes oportunidades espalhadas entre suas linhas de negócios: o mercado de insumos, as margens na indústria, a operação de trading e mais diversificação de produtos com a entrada do etanol de milho.
Como demonstrado até aqui, os analistas acreditam que a companhia possa crescer com a esperada normalização e contínuos ganhos de participação de mercado em insumos agrícolas, sustentados por uma posição financeira sólida e expansão disciplinada, desenvolvida nos últimos anos. Conforme a XP, a capacidade de conceder crédito aos clientes e a expansão da rede para 100 lojas até 2030, por exemplo, podem atuar como uma alavanca de ganho de participação de mercado.
Com a esperada normalização do processamento de soja, os analistas também veem oportunidades na recuperação das margens industriais da companhia, acompanhada pela demanda por biodiesel. De acordo com o relatório, entre 2018 e 2025, o processamento de soja e a venda de biodiesel representou cerca de 50% do lucro bruto da empresa. A expectativa da XP é de que haja safra recorde no país nos próximos anos e a 3Tentos poderá surfar nessa oportunidade.
Depois de investir na expansão geográfica, aumentando a capilaridade do negócio com novas lojas e unidades no Mato Grosso, os analistas também esperam que a companhia tenha ganhos de escala na operação de trading sem a necessidade adicional de alocação de Capex. Segundo o relatório, o desenvolvimento dessa operação ainda foi impulsionada pela criação de uma mesa própria de negociação, com apoio da realocação da equipe para São Paulo e a abertura de novas rotas logísticas e portos de exportação ao longo do período.
Em último lugar, a XP aposta na oportunidade de crescimento de alto retorno com a diversificação da companhia ao incluir o etanol de milho. Com o aumento da demanda no produto, os analistas estimam que os ganhos com o etanol poderiam ser traduzidos em cerca de 16% de aumento da margem bruta em dólares americano.
Apesar das perspectivas positivas, a instituição sinaliza que não incorporou totalmente o potencial de valorização do produto nas projeções futuras.
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