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A XP Investimentos retomou a cobertura da Cosan (CSAN3) com recomendação de compra, esperando potenciais catalisadores para destravar valor no nível da holding. A casa é mais uma a acompanhar o movimento de virada no sentimento com a companhia.
O preço-alvo para o final de 2026 também foi atualizado, saindo de R$ 9 para R$ 4,90, mas ainda assim equivalente a um potencial de valorização de 34% em relação ao fechamento da véspera. De acordo com os analistas, a Compass (PASS3) e a Rumo (RAIL3) justificam a maior parte desse upside do novo preço-alvo.

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Conforme a XP, o ambiente de juros elevados desencadeou um processo de otimização da estrutura de capital da companhia. Esse movimento levou a uma injeção de capital de cerca de R$ 10,5 bilhões e uma posterior simplificação do portfólio de investimentos da Cosan.
De acordo com os analistas, a tese de investimento passa pela capacidade da companhia de reduzir os custos indiretos e despesas gerais da holding e destravar valor de seus ativos por meio de desinvestimentos e da capitalização de mercado das empresas listadas.
Compass e Rumo
Segundo a XP, movimentos nos preços das ações de Compass e Rumo têm impacto direto e relevante na valuation da Cosan. A cada 10% em Compass e Rumo, as ações da holding sobem 8% e 6%, respectivamente.
A tese da Cosan também inclui opcionalidades no nível da holding. Para além dos ativos listados em bolsa, os analistas assumem um potencial de valorização modesto para a Moove e a Radar e seus potenciais desinvestimentos.
Na última quarta-feira (17), por exemplo, a empresa comunicou a venda de 12% do seu portfólio de propriedades agrícolas, por meio do Grupo Radar. As ações foram destaque de alta do Ibovespa durante toda a sessão do dia e fecharam com fortes ganhos de 6,12%, a R$ 3,47, enquanto o Ibovespa caiu 0,7%.
Além disso, a redução de despesas corporativas e eventual eliminação do desconto de holding também devem destravar valor. De acordo com a XP, o preço-alvo considera um desconto de holding ligeiramente maior em termos absolutos. Esse desconto reflete a premissa da casa de 20%, bem como uma dívida líquida corporativa mais elevada ao final do período.