XP: Mercado Livre sai na frente em corrida do e-commerce, mas competição segue forte

Principais companhias ampliam estratégias durante Copa do Mundo

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Centro de distribuição do Mercado Livre em Extrema, Minas Gerais (Divulgação)
Centro de distribuição do Mercado Livre em Extrema, Minas Gerais (Divulgação)

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O cenário competitivo no comércio eletrônico, ou e-commerce, segue acirrado. Para o Mercado Livre (BDR: MELI34), essa disputa não é só uma dinâmica no setor, mas o centro da sua tese de investimento.

De acordo com os analistas da XP Investimentos, a companhia segue se destacando como a principal e mais ativa plataforma do comércio eletrônico — mas as concorrentes não estão muito atrás.

A casa manteve a recomendação de compra para a companhia, mas reduziu o preço-alvo para o final de 2026, indo a US$ 2.000 contra os US$ 2.200 de antes.

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Para a XP, o Mercado Livre continua fazendo os investimentos estratégicos corretos para manter sua liderança no Brasil.

Mesmo assim, e o que justifica a redução no preço-alvo, o descasamento entre investimento de curto prazo e ganhos de lucros e perdas (P&L, na sigla em inglês) de longo prazo, combinado ao interesse limitado por mercados emergentes, coloca a ação em prova. Ainda que possa ter resultados bons, os analistas preferem esperar para ver.

Estratégias durante a Copa

Em um mapeamento competitivo no e-commerce, a XP analisou as estratégias mais recentes das principais companhias do comércio virtual, em especial, relacionadas à Copa do Mundo e às recentes mudanças no Brasil.

O Mercado Livre tem combinado as campanhas usuais de datas duplas com patrocínios, promoções e novas funcionalidades relacionadas à Copa. Os patrocínios incluem, por exemplo, a CazéTV, com cupons e promoções durante as transmissões dos jogos.

Ao mesmo tempo, a Amazon (BDR: AMZO34) também segue uma abordagem parecida — e tão intensa quanto. Com patrocínio da Seleção Brasileira e da TV Globo, com cupons e prêmios relacionados à competição e programa de benefício.

A Shopee (BDR: S2EA34) e o TikTok, por sua vez, estão tomando estratégias mais racionais. De acordo com o mapeamento, ambas as companhias têm apostado em ativações mais limitadas para a Copa.

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