Assessoria

XP lança plataforma para gestores de patrimônio

Esses profissionais poderão utilizar as estruturas tecnológica e administrativa da XP para gerir os portfólios de seus clientes

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa - mercado fracionário
(scyther5/Getty Images)
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SÃO PAULO — A XP Investimentos lança hoje (9) uma plataforma voltada a gestores de patrimônio, com o objetivo de popularizar o segmento assim como fez com o dos agentes autônomos.

Esses gestores poderão utilizar as estruturas tecnológica e administrativa da XP para gerir os portfólios de seus clientes, com acesso à prateleira de produtos da empresa.

“A intenção é reduzir a barreira de entrada de novos profissionais a esse mercado e estimular o crescimento do número de gestores”, disse Gustavo Pires, sócio da área de Asset Management Services da XP Inc.

A plataforma foi desenvolvida em 2019 e já está sendo usada por 40 gestores, incluindo grandes family offices, como Quadrante e Real Investor. “Essa era uma área que faltava no ecossistema da XP.”

A intenção da empresa é que profissionais que estejam, por exemplo, no segmento private dos grandes bancos, migrem para a XP. O principal atrativo seria a facilidade de mudança.

“Hoje, se alguém que trabalha no segmento private bank de algum grande banco quiser abrir sua própria gestora, vai ter uma série de burocracias, precisa ter um departamento jurídico, back office etc. A ideia da nova plataforma da XP é permitir que ele não tenha que se preocupar com isso”, afirmou Pires.

Leon Goldberg, head de relacionamento institucional com gestoras da XP Inc., explica que um diferencial da plataforma em relação a outras disponíveis no mercado é o modelo aberto de administração que os gestores podem escolher — e não há patrimônio mínimo de gestão para a adesão.

Para gerir as carteiras, os gestores cobram dos clientes uma taxa de administração e, em alguns casos, um fee de performance. Dentro dessas taxas já estará incluída a remuneração da XP, chamada de taxa de manutenção.

“Os chamados rebates, percentuais que são devolvidos pelos fundos aos gestores por investirem nos produtos, serão todos reinvestidos para limitar o conflito de interesse”, completou Pires.

“Toda crise gera oportunidades”, disse Goldberg. “Essa crise é passageira e a gente acredita no business para o longo prazo.”

Ainda sem uma meta numérica de usuários da nova plataforma ou patrimônio sob gestão, Pires disse que o objetivo primário é se tornar uma referência nesse mercado.

“Queremos ter os melhores family offices plugados com a gente e ser referência nesse segmento. O telefone da XP deve ser o primeiro a tocar quando o gestor for procurar uma plataforma para suas carteiras”, concluiu.

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