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SÃO PAULO – A XP Investimentos divulgou carteira recomendada top picks para esta semana, onde trocou apenas as ações da Estácio (ESTC3) pelas da Cetip (CTIP3). Na semana anterior, o portfólio da corretora apresentou valorização de 2,0% ante queda de 1,7% do Ibovespa no mesmo período.
A corretora frisa que, na carteira antecedente, os papéis da Randon (RAPT4) foram o grande destaque positivo, com alta de 11,7%, após o Governo sinalizar incentivos tributários para o ramo de veículos e melhores taxas de financiamento para caminhões, fato que beneficia diretamente a empresa. O realce negativo ficou por conta dos papéis da Gerdau, que caíram 3,5%, na esteira de uma semana ruim para o setor metalúrgico.
Confira as recomendações da XP para esta semana:
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Cetip (CTIP3) – O analista da corretora William Castro Alves ressalta que nas últimas semanas o ativo teve fraca performance, o que atribui ao receio do mercado quanto à sua Unidade de Financiamento, visto que o segundo trimestre apresentou dados mais fracos neste sentido.
“Os principais pontos que fundamentam nossa escolha para o ativo, entre outros, são: expansão do mercado de renda fixa, com o aumento de emissão de dívidas de empresas; redução de taxa de juros que corrobora ao exposto no primeiro ponto e baixa participação do mercado de dívida corporativa no Brasil”, disse.
Ultrapar (UGPA3) – Segundo Alves, o mix de diferentes setores que a empresa atua confere a empresa resiliência e estabilidade na sua geração de caixa (segmento de distribuição de gás e combustíveis), ao mesmo tempo em que apresenta boas oportunidades de crescimento (expansão da frota de veículos, aquisições recentes da Oxiteno e Ultracargo).
“Optamos por sua inclusão na carteira por entender que o ativo está num ponto interessante, após apresentar uma performance fraca no mês. Atribuímos esse desempenho mais fraco essencialmente a busca por ativos com perfil de maior risco, e não visualizamos nenhum fator nos seus fundamentos que justifiquem isso”, adicionou.
Aliansce (ALSC3) – O analista destaca que a companhia reportou fortes números no trimestre passado, com ênfase para incremento de 35% nas vendas e 33% no lucro operacional.
Ele ressalta ainda o crescimento de vendas nas mesmas lojas de 10,1%, ante 8,3% da média setorial no período. “Por fim, elencamos como destaque seu portfólio de ativos Nova Geração (com menos de cinco anos de operação) e uma série de expansões anunciadas, corroborando a tese de um crescimento mais robusto para os próximos anos ante seus pares em bolsa”, acrescentou o analista.
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Randon (RAPT4) – De acordo com Alves, o case de Randon está intimamente associado à recuperação da indústria automotiva neste semestre, considerando como pontos chave para tamanha guinada no setor, a melhor aceitação da frota Euro V e a expansão do crédito automotivo.
“Por fim, acreditamos que o pior para Randon já passou (fraco resultado e revisão negativa de metas para este ano), restando agora uma melhor expectativa para resultados futuros, a medida que dados do setor confirmam a redução de estoques nas montadoras e o incremento de produção para a indústria de autopeças”, acrescenta.
Gerdau (GGBR4) – Alves explica que optou por deixar os papeis da Gerdau na carteira para aumentar a exposição ao apetite por risco, “apresentado recentemente pelo mercado, dado o beta elevado de suas ações”.
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“Vemos Gerdau como o melhor player de exposição ao setor de siderurgia pela sua exposição ao segmento de longos, possibilidade de monetização dos seus ativos de minério de ferro, boa equação de dívida e qualidade do management”, avalia. Ele acrescenta que tem receios quanto à recuperação do setor, que vem se mostrando tímida. Ademais, ele completa que as boas perspectivas de longo prazo com a maturação dos investimentos em infraestrutura sustentam a percepção positiva para o longo prazo da empresa.
Confira o portfólio semanal da corretora: