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SÃO PAULO – Incorporando incertezas acerca do mercado europeu, após uma semana “difícil e volátil”, a XP Investimentos optou por compor o portfólio da terceira semana de maio com ações de empresas voltadas para o mercado doméstico.
Após recuar 1,6 ponto percentual abaixo do Ibovespa, que caiu 6,6% na semana passada, a XP Investimentos decidiu retirar os papéis de PDG Realty (PDGR3), OGX (OGXP3) e Magnesita (MAGG3) de seu portfólio. Ocupando estes lugares, entram na carteira AES Tietê (GETI4), Pão de Açúcar (PCAR5) e Ambev (AMBV4), que figuram como as top picks desta semana.
Segundo os analistas da corretora, as trocas efetuadas na carteira para esta semana também consideram a boa liquidez dos papéis e ainda bons fundamentos enxergados pela XP. Confira:
| Top Picks da semana | |
|---|---|
| Código | Empresa |
| GETI4 | AES Tietê |
| PETR3 | Petrobras |
| ITSA4 | Itaú Unibanco |
| AMBV4 | Ambev |
| PCAR5 | Pão de Açúcar |
| Fonte: XP Investimentos | |
Top Picks
Destacada potencialmente por seu resultado “bastante positivo” e acima das expectativas do mercado, a AES Tiete também figura entre as top pciks da XP para esta semana por ser considerada uma “opção de investimento resiliente, com um beta reduzido”. A XP ainda ressalta que este é um papel que costuma performar bem em momentos de maior nervosismo nos mercados.
Já a Ambev desponta como top pick nesta semana por ser uma empresa fundamentalmente voltada para o setor de consumo, além de não necessitar de financiamento por grande parte de seu investidor. Na visão dos analistas da XP, estes são fatores que tornam o papel menos susceptível à intempéries econômicas.
Por sua vez, os papéis do Grupo Pão de Açúcar ganharam espaço entre as top picks da XP, notadamente, por conta da perspectiva de conclusão da renegociação com as Casas Bahia. “Entendemos que haja espaço para os papéis da companhia, uma vez que foram bastante depreciados após o início da renegociação”, afirma a XP. A corretora ainda explica a escolha do Pão de Açúcar como uma de suas top picks por conta de sua exposição ao mercado de varejo, “cujas taxas de crescimento seguem pujantes”.