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O inverno está mais frio e o sinal para o varejo de vestuário é positivo. De acordo com o tracker de temperaturas da XP Investimentos, o Sul e o Sudeste tiveram temperaturas médias cerca de 0,2º abaixo do ano passado.
Para as companhias de roupas e vestuário, isso deve se reverter em bons resultados. Segundo os analistas, esse impacto deve ser relevante especialmente para C&A (CEAB3), Renner (LREN3) e Riachuelo (RIAA3), que têm mais de 50% da sua base de lojas no Sudeste. Apenas São Paulo representa 30% das unidades.

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Mas o efeito esperado vai além das vendas. De acordo com a XP, um inverno prolongado também afeta a qualidade de estoques, já que itens de inverno costumam ter tickets mais altos e podem sustentar margens melhores.
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Além disso, com o clima mais frio, o sell-out no varejo deve ser acelerado, ajudando no período de transição de coleção. Geralmente, as companhias começam a liquidar parte do sortimento de inverno ainda em julho, na maior parte do tempo, com remarcações de preço.
Com o inverno mais frio e mais longo, os analistas acreditam que a necessidade de descontos agressivos deve ser reduzida, protegendo a margem bruta e evitando carregamento de estoque para a próxima estação.
Algumas empresas já começaram com promoções mais agressivas — como o esperado para o período, de acordo com a XP. Mesmo assim, com o clima mais frio, a expectativa da casa é de que a demanda siga sustentada, com menos pressão de descontos.
Farmácias também devem ganhar
O clima frio também deve ser positivo para o setor de farmácias no varejo. De acordo com os analistas, com as temperaturas mais baixas, a categoria de medicamentos de venda livre (sem a necessidade de prescrição médica, os OTCs) deve aumentar.
A expectativa da XP é de que a Panvel (PNVL3) provavelmente se destaque. Em especial, considerando sua maior exposição ao Sul, uma das regiões mais frias até agora.