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O mercado de ETFs (Exchange Traded Funds), ou fundos de índice, saiu de R$ 54 bilhões de patrimônio sob gestão para R$ 91 bilhões em 2025, de acordo com dados divulgados pela B3. “O ETF é um instrumento que nasceu para democratizar investimentos”, diz Leonardo Vasques, portfolio manager da XP Asset.
Em resposta ao crescimento tanto da indústria de ETFs quanto do interesse de investidores em dólar e câmbio, a XP Asset anunciou o lançamento dos produtos
GOLX11 e DOLX11. De acordo com gestores da XP, os novos ETFs reforçam a estratégia da gestora de expansão dos produtos indexados.
Leia mais: Como foi o ouro em 2025?
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Os novos fundos indexados foram apresentados oficialmente com o tradicional ring the bell na B3, nesta sexta-feira (30), e já estão disponíveis para negociação em bolsa.
Exposição ao ouro e ao dólar
O ETF GOLX11 oferece exposição ao ouro sem exposição cambial, replicando a variação do metal no mercado local por meio de contratos futuros negociados na B3. O metal apresentou valorização de cerca de 60% em 2025 e teve um de seus melhores desempenhos globais dos últimos 30 anos.
Segundo analistas, a marca foi alcançada por expectativas de cortes de juros e por escalada relevante de conflitos geopolíticos no primeiro semestre do ano passado. A busca por segurança no ativo também foi presente no segundo semestre por compras por bancos centrais e preocupações fiscais ao redor do mundo.
Nesse contexto, o produto lançado pela XP tem como objetivo permitir ao investidor acessar o ouro buscando menor volatilidade em relação a produtos que incorporam a variação do dólar.
“O ETF GOLX11 nasce como uma evolução natural da nossa oferta em ouro. Ele atende o investidor que quer a tese do metal como reserva de valor e ativo de proteção, mas buscando menos volatilidade, já que não possui o efeito do câmbio, que no Brasil é historicamente muito instável”, afirma Vasques.
Segundo ele, ao longo do tempo, o ouro sem exposição cambial pode apresentar em determinados cenários comportamento menos volátil e mais competitivo frente ao CDI em diversas janelas de 12 meses.
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“O lançamento do ETF GOLX11 complementa uma prateleira de ETFs de ouro que já inclui o ETF GOLD11, marco na ampliação do acesso do investidor brasileiro ao metal. A ideia é ampliar as possibilidades de exposição ao ouro, oferecendo alternativas que atendam diferentes estratégias de diversificação”, explica Danilo Gabriel, sócio e gestor de fundos indexados e internacionais da XP Asset.
Já o ETF DOLX11 possibilita exposição ao dólar com eficiência tributária, combinando contratos futuros de moeda e títulos públicos pós-fixados, com alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda e sem a incidência de come-cotas.
No caso do ETF DOLX11, Vasques destaca o papel do produto na diversificação dos investimentos. “O ETF DOLX11 facilita o acesso ao dólar como instrumento que busca hedge e proteção, com uma estrutura simples para o investidor”, afirma.
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A gestora ampliou, desde o fim de 2025, sua prateleira de ETFs com produtos ligados a criptoativos, ouro, renda fixa indexada e exposição global, como os ETFs de Bitcoin, Ethereum, ouro com proteção cambial, dólar, S&P 500 e estratégias indexadas a títulos públicos, reforçando sua estratégia de crescimento nesse segmento.
“À medida que o mercado de ETFs evolui no Brasil, cresce também a demanda por produtos mais segmentados e alinhados a diferentes objetivos de investimento. A XP Asset acompanha esse movimento ampliando sua prateleira de soluções indexadas, sempre com foco em eficiência e simplicidade”, afirma Danilo.