XP: 3 motivos para o varejo não se preocupar com eliminação da “taxa das blusinhas”

Corretora estima um impacto potencial de até 5% para o segmento de vestuário

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

O site SheIn foi criado em um tablet em Hong Kong, China, na sexta-feira, 21 de maio de 2021. (Foto: Bloomberg)
O site SheIn foi criado em um tablet em Hong Kong, China, na sexta-feira, 21 de maio de 2021. (Foto: Bloomberg)

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Apesar do ruído dos varejistas domésticos com a eventual derrubada ou redução do imposto federal de importação de 20% sobre compras de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, a XP Investimentos não vê motivo para preocupações.

Atualmente, compras de até US$ 50 realizadas em plataformas certificadas e aderentes ao programa Remessa Conforme (RC) estão sujeitas a um imposto federal de importação de 20%. Para valores acima desse limite, a alíquota sobe para 60%, com um desconto fixo de US$ 20 aplicado sobre a base tributável. Além do imposto federal, também incide o ICMS, um tributo estadual, geralmente em torno de 17%, podendo chegar a 20% em alguns estados do Norte.

O programa foi desenhado para aumentar a transparência, permitindo que todos os tributos sejam exibidos já no momento da compra, evitando cobranças inesperadas na entrega. A iniciativa também buscou equilibrar a concorrência entre plataformas internacionais e varejistas domésticos.

Em primeiro lugar, analistas da casacitam a resistência de autoridades-chave do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e o Ministério da Fazenda, juntamente com a mobilização política em torno de outras prioridades, como o debate sobre o fim da 6×1, pode mais uma vez empurrar essa discussão para segundo plano.

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Em segundo lugar, ainda que o imposto federal de importação fosse reduzido ou eliminado, a XP destaca que as compras internacionais de pequeno valor continuariam sujeitas a tributos estaduais, o que limitaria um retorno aos níveis observados antes do programa Remessa Conforme.

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Além disso, em terceiro lugar, a XP vê os varejistas de vestuário bem posicionados para competir, oferecendo uma proposta de valor mais atrativa tanto em produto quanto em preço. Com isso, a corretora estima um impacto potencial de até 5% para o segmento de vestuário, o que, na sua visão, já está mais do que precificado dada a performance recente das ações.

Por fim, a XP Investimentos reitera Lojas Renner (LREN3) como uma de suas principais escolhas no setor.