Win Trade explica por que aposta no Tesouro Direto

"Nossa expectativa é muito positiva, porque o acesso ao produto se dará por um custo baixo, sem taxa de administração", diz Paolo Mason

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SÃO PAULO – A Win Trade, home broker da Alpes Corretora, disponibilizou aos investidores o acesso a títulos públicos em seu site. O objetivo, de acordo com o diretor de Varejo da Win Trade, Paolo Mason, é facilitar a vida do cliente, cujo costume era o de procurar a corretora apenas para investimentos em renda variável, deixando as aplicações mais conservadoras a cargo de fundos gerenciados por bancos.


Mason: “Com a Selic mais baixa, torna-se latente a necessidade de procurar taxas de administração menores”

Espera-se uma maior retenção de clientes. “O Tesouro Direto não é nosso core business, nosso produto principal é corretagem, mas se trata de um serviço complementar. O cliente não vai precisar mais sair do nosso ambiente quando quiser direcionar parte de suas aplicações a uma opção mais segura”, explica.

“Nossa expectativa é muito positiva, porque o acesso ao produto se dará por um custo baixo, sem taxa de administração. E será mais um meio de manter o vínculo com o cliente”, afirma.

Taxa de administração e renda fixa

Perguntado se não é uma contradição oferecer ao cliente investimento em renda fixa, quando a Selic está abaixo dos dois dígitos, após anos em que o Brasil ficou entre os países com a mais alta taxa de juro básica, Mason afirma que, justamente por conta da queda da Selic, a expectativa é positiva.

“As pessoas não vão investir tudo em renda variável. E, com a Selic mais baixa, torna-se latente a necessidade de procurar taxas de administração menores. Se a Selic está em 8,75% e a taxa de administração é de 2%, o que resta de rendimento ao investidor? Já imaginou se a taxa básica cair para 5% e a taxa de administração continuar sendo 2%?”, questiona.

Ele lembrou mais um ponto positivo para os clientes da Alpes Corretora: a possibilidade de ter uma postura mais proativa com relação aos investimentos em renda fixa, podendo optar pelos títulos pré-fixados, pós, atrelados à inflação, entre outras possibilidades.

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“O investidor brasileiro está amadurecendo e deixando cada vez menos tudo na mão do gerente do banco. Muitas pessoas que têm o costume de investir em fundos de CDI não fazem ideia do que o gestor compra nesse fundo. Quando decidem investigar sua composição, percebem que só há títulos públicos e que o gestor não tem um grande trabalho. Então, concluem que não precisam pagar taxa de administração e podem investir sozinhas, por meio do Tesouro”.