Will Bank, Groelândia, recorde no Ibovespa e mais: um resumo da semana em 5 pontos

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Iuri Santos

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Do ártico ao Brasil, a semana movimentou o noticiário. Lá fora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a semana elevando o tom na ofensiva pelo controle da Groelândia para, em alguns dias, esfriar os ânimos. No Brasil, o caso do Banco Master continua, desta vez, com a liquidação do Will Bank, controlado pela instituição de Daniel Vorcaro.

Na Bolsa, o Ibovespa bateu mais um recorde: mais de 180 mil pontos dentro do mesmo dia e o fechamento recorde de 178.858,54, pela primeira vez acima da casa dos 178 mil pontos. Diante de uma valorização de 1,59% contra o dólar na semana, a moeda brasileira chegou a R$ 5,28 para cada dólar.

Confira o resumo da semana em cinco pontos:

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Caso Master e FGC

Até às 17h50 da última sexta-feira (23), o Fundo Garantidor de Crédito já havia pagado 67,29% do total dos credores do Banco Master. O valor total pago foi de R$ 26 bilhões em garantias a 521 mil pessoas e representa 66,43% do montante a ser pago.

Uma pesquisa da Moody’s aponta que bancos brasileiros terão que arcar com custos mais elevados para recompor o FGC após a liquidação do banco e do seu controlado, o Will Bank (veja abaixo). Segundo os cálculos da agência, o déficit do fundo após os pagamentos aos investidores deve chegar a R$ 55 bilhões.

Liquidação do Will Bank

Conhecido pelo forte apelo publicitário, com campanhas junto a atletas, músicos e influenciadores, o Will Bank, controlado do Master, foi liquidado pelo Banco Central na última quarta-feira (21). Trata-se de uma extensão da liquidação do próprio Master, determinada em Novembro.

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A decisão tem como fundamento, segundo ato assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, o “comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master” sobre a instituição.

Com a liquidação, os CDBs emitidos pela Will Financeira passam a estar cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite de R$ 250 mil por CPF. Procurado, o fundo não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Make Groelândia Great Again?

Depois da ofensiva que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de pronunciamentos sobre intervenções no Irã, Donald Trump mudou de alvo nesta semana. Se trata de um desejo antigo: a Groelândia, um território independente da Dinamarca no ártico.

Ainda nos primeiros dias da semana, o presidente americano chegou a dizer que não descartaria tomar a ilha à força e expôs conversar com aliados da União Europeia em redes sociais em meio a discussões no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Do lado europeu, a pressão veio pelas sinalizações de suspensão de acordos e sinalizações de exercícios militares na região.

Nos últimos dias da semana, no entanto, o presidente americano recuou. Ele descartou uma tomada do território a força e anunciou um acordo ainda não detalhado que daria aos EUA “acesso total” ao território independente.

Ibovespa bate novo recorde

Com um ganho de 8,53% na semana, a melhor desde a primeira de abril de 2020, o Ibovespa fechou a sexta-feira com 178.858,54 pontos, o maior patamar já atingido pelo principal índice de ações do Brasil. No pico diário, ele chegou a registrar 180.532,28 pontos, ultrapassando pela primeira vez os 180 mil.

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O fluxo estrangeiro de investimentos puxou os resultados: investidores de fora são os principais compradores de ações brasileiras neste início de ano, com R$ 12,3 bilhões aportados apenas em janeiro. O valor equivale a quase metade do registrado em todo o ano de 2025.

Real valoriza

Mesmo após uma leve desvalorização na sexta-feira, o Real fechou acumulando ganhos de 1,59% contra o dólar na semana. Na própria sexta, a moeda americana subiu 0,05% a R$ 5,287. Movimentos da moeda americana tem sido pressionadas frente outras divisas dada a imprevisibilidade da condução política nos EUA e às vésperas da reunião do Federal Reserve na próxima semana.

Iuri Santos

Repórter de inovação e negócios no IM Business, do InfoMoney. Graduado em Jornalismo pela Unesp, já passou também pelo E-Investidor, do Estadão.