O alvo é a Apple

WikiLeaks lança 2º pacote do “maior vazamento da história” e mostra como CIA hackeou iPhones

Documentos mostram que, em alguns casos, era possível hackear os aparelhos antes mesmos de eles chegarem aos consumidores

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SÃO PAULO – O WikiLeaks divulgou nesta quinta-feira (23) o segundo pacote do que ela denominou “o maior vazamento da história” e que consiste em 7 partes. Desta vez, as informações mostram que a CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) pode infectar de forma permanente um computador Mac da Apple de um modo que nem sequer a reinstalação do sistema operacional consegue eliminar uma escuta indetectável.

Os documentos também afirmam que a agência de espionagem é capaz, desde 2008, de introduzir vírus em iPhones novos e sem uso através da intervenção em dispositivos da Apple e em redes de distribuição.

Uma das ferramentas usadas é chamada de “Sonic Screwdriver”, um mecanismo que permite ao hacker invadir dispositivos periféricos enquanto um PC ou Mac está dando início ao sistema operacional. O código em questão fica armazenado no firmware do adaptador que converte a porta Thunderbolt para Ethernet.

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Sobre iPhone, a ferramenta “NightSkies” pode ser instalada em um iPhone para repassar todos os dados de atividade do usuário. Esta última ferramenta, inclusive, pode ser instalada até antes do iPhone sair de alguma loja. Ou seja: o consumidor compra o aparelho já infectado com a aplicação de vigilância da CIA.

“A CIA perdeu o controle sobre a maior parte de seu arsenal de espionagem cibernética, incluídos softwares maliciosos, vírus, cavalos de Troia, ataques de dia zero, sistemas de controle remoto de software malicioso e documentos associados”, diz o WikiLeaks.

Os arquivos mostram que a CIA tentou fazer o mesmo com laptops da Apple. A agência americana “pode dar de presente a um alvo um Macbook Air no qual o microfone tenha sido instalado”, indica um documento datado em 2009.