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A WEG (WEGE3) anunciou na quarta-feira (4) a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no estado de Santa Catarina. A nova unidade, que deve ficar pronta no segundo semestre de 2027, será dedicada à produção de BESS, os sistemas de armazenamento de energia em baterias.
O mercado avaliou positivamente a iniciativa da empresa, que deve impulsionar o setor de eletrificados no país. Por volta das 15h57, a ação da WEG tinha alta robusta de 3,07%, sendo negociada a R$ 52,98.
A instalação será a mais avançada da WEG no segmento, com produção anual prevista de 2 Gigawatt-hora e linhas de montagem automatizadas. De acordo com a companhia, o projeto receberá um financiamento de R$ 280 milhões do BNDS, pelo programa Mais Inovação, em parceria com a FINEP.
Viva do lucro de grandes empresas
Para a XP, com o funcionamento pleno da unidade em capacidade máxima, o BESS poderá se tornar um dos contribuintes incrementais para o crescimento da receita da WEG. Esse crescimento será sustentado, especialmente, pelo desenvolvimento da eletrificação no país e o avanço da transição energética.
“Continuamos a ver a WEG bem posicionada para capturar valor da internalização de serviços relacionados à eletrificação, com soluções de mobilidade ganhando relevância gradualmente em seu portfólio diversificado”, explicam os analistas. A estimativa é de que a participação deve chegar a um dígito nas receitas da companhia até 2028.
De acordo com o BTG Pactual, a WEG será posta a teste, conforme a estrutura de consumo de energia aumente e demanda por redes mais resilientes cresça. A competição também deverá se acirrar, com a entrada de players externos, como a China. Segundo os analistas, os produtos chineses têm vantagem no preço, enquanto a WEG tem uma vantagem geográfica, com canais de distribuição pelo Brasil.
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“Essa indústria está em estágio muito inicial no Brasil, de modo que as vantagens de escala só devem se tornar mais claras ao longo dos próximos anos”, corrobora.
A nova unidade da WEG contará com um laboratório dedicado a testes, desenvolvimento e qualificação dos produtos, com o objetivo, entre tantos outros, de reduzir o tempo de lançamento de novas soluções. A fábrica também terá uma subestação e energia para simular condições reais de operação.
