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A WEG (WEGE3) tornou-se a maior produtora de motores elétricos de baixa tensão, com 16% de participação de mercado, ultrapassando a suíça ABB, líder histórica do setor, que terminou com 15,5%.
O Bradesco BBI avalia o marco como positivo, pois reforça a qualidade dos produtos da empresa e destaca a importância de sua estratégia de internacionalização e verticalização.
Além disso, o resultado deve contribuir para o faturamento do segmento de EEI (Eficiência Energética e Automação Industrial), pois sugere que a WEG está ganhando participação de mercado em relação aos seus concorrentes.
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O BTG Pactual, por sua vez, acredita que essa liderança reflete os esforços de internacionalização da companhia e sua estratégia contínua de verticalização. Também evidencia a falta de apetite dos produtores tradicionais europeus, limitados por custos de produção mais altos. “Embora a política tarifária de Trump nos EUA possa representar uma ameaça a essa posição de liderança, o ranking reflete o crescimento consistente de participação de mercado da companhia nos últimos anos”, comenta o banco.
O BTG Pactual espera que a WEG divulgue mais informações sobre o novo ranking em seu próximo Investor Day, marcado para 3 de outubro. O Diretor de Motores, Rodrigo Fumo Fernandes, que substituiu o atual CEO Alberto Kuba quando este deixou o cargo de chairman para assumir a presidência, concedeu entrevista para comentar a conquista da posição de número 1. Ele destacou o processo de internacionalização como um dos principais catalisadores da meta de se tornar líder mundial.
Mais importante ainda, Fernandes ressaltou o foco em ampliar a produção local para consumo local, como nas operações da empresa na China e no México, duas das maiores da WEG fora do Brasil. O diretor também enfatizou a importância da revisão contínua do portfólio de produtos e da manutenção da liderança tecnológica.
Tendências
Para o BTG, as mudanças no ranking ao longo dos anos também revelam algumas tendências recentes entre os players. A Siemens, antes dominante, vem sistematicamente se desfazendo do setor (em 2021 vendeu sua operação de motores de baixa tensão nos EUA para a ABB; em 2023 vendeu as operações europeias para um fundo de private equity.
Por outro lado, a chinesa Wolong vem ganhando participação de mercado de forma consistente, apoiada em sua base de custos altamente competitiva na China, ainda que mantenha presença limitada nos mercados ocidentais.
Para a WEG, o BTG acredita que a pandemia de COVID acelerou o processo de ganho de participação, permitindo à companhia entrar em listas relevantes de fornecedores de grandes montadoras. “É nesse ponto que acreditamos que a Wolong pode enfrentar obstáculos, já que o processo de qualificação de seus motores junto a montadoras ocidentais tradicionais pode levar muito mais tempo”, diz o relatório.
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